quinta-feira, 27 de outubro de 2011

11 Benefícios da Caminhada para o Corpo e a Mente

Ela controla a pressão, diabetes, protege contra demência e ainda emagrece



Caminhada- Foto Getty Image
Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é barata, pode ser feito praticamente a qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa se a pessoa tiver uma esteira. "Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp. Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. O Minha Vida reuniu 11 benefícios que esse hábito pode fazer para você. Confira aqui e movimente-se:

1.Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterialdurante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.

Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. "Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas", explica o fisiologista Paulo Correia.

2.Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.

"A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica.

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.

Esteira- Foto Getty  Image

"Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp.

4. Afasta a depressão

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.

Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia.

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.

Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.

"Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento."
6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia.

Outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais.

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.

"Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp.

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia.

E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular.

Esteira- Foto Getty  Image

A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado.

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.

Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima.

"Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia.

10. Protege contra derrames e infartos

Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo.

A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.

11. Diabetes

A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.

Outro ponto importante é que o treinamento aeróbico intenso produzido pela caminhada é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente.

"Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes", explica o fisiologista da Unifesp.

Nutricionista lista os 10 Piores Alimentos para sua Saúde


Que atire a primeira pedra quem não se rende a um
fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos.

10º lugar: Sorvete

Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.

9º lugar: Salgadinho de Milho


De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.

8º lugar: Pizza


Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7º lugar: Batata- Frita


Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

6º lugar: Salgadinhos de Batata


Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.


5º lugar: Bacon

Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.

4º lugar: Cachorro-Quente


Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebes. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.

3º lugar: Donuts (Rosquinhas)


Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.

2º lugar: Refrigerante


Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista.

Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar: Refrigerantes Diet


“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.

“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.


Teste do Coraçãozinho

Mãe e pai devem ter conhecimento de testes importantes para detectar doenças logo após o nascimento do filho e assim poder tratá-las o quanto antes. Os mais famosos são: teste da orelhinha, teste do pezinho e teste do olhinho. Exames simples que aumentam as chances de cura caso diagnosticados logo no começo da vida. Mas há um novo teste que pode ajudar ainda mais os bebês na busca de uma melhor qualidade de vida: o teste do coraçãozinho.

Médico examinando coração do bebê

Antes de explicar como é feito o teste do coraçãozinho, vamos recapitular os outros exames. O teste do pezinho é o mais conhecido, podendo avaliar se o bebê tem doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê.

Outro tipo é o teste da orelhinha, que pode detectar se o bebê tem alguma perda auditiva. O exame pode prevenir algum problema no desenvolvimento da fala e linguagem. Há também o teste do olhinho, que pode encontrar algum risco para a cegueira infantil.

O teste do coraçãozinho pode até salvar a vida de bebês que nascem com defeitos cardíacos. Se trata na verdade de uma pulseira que mede a concentração de oxigênio no sangue e que detecta problemas no coração antes mesmo de aparecerem sintomas. O lado bom: leva menos de 5 minutos. Geralmente, um a cada 130 bebês pode apresentar alterações cardíacas congênitas, como buracos entre as câmaras do coração e defeitos na válvula cardíaca.

Em algumas maternidades no Reino Unido, o teste do coraçãozinho possibilitou a detecção de 75% das alterações cardíacas. Juntamente com outros métodos pré e pós o nascimento, como ultrassonografia e ecocardiograma, a probabilidade de detecção subiu para 92%.

O problema é que esse teste é pouco difundido no Brasil. O Hospital São Luiz, em São Paulo, é um dos poucos que realiza exames desse tipo. No entanto, caso os pais queiram que o filho seja submetido ao exame, o pequeno necessita de atestado medico antes de chegar aos testes. Geralmente, os hospitais fazem diversos exames cardíacos no recém-nascido, e não somente do coraçãozinho, encarecendo o exame. Portanto, um exame pode variar entre R$ 100 e mais de R$ 1.000.

A descoberta precoce de problemas cardíacos congênitos é muito importante para a realização de cirurgias rápidas e precisas. Sem esse teste o bebê pode receber alta sem que as anomalias congênitas do coração fossem encontradas, o que poderia agravar sem auxílio médico.

Alguns hospitais no Brasil já realizam esse teste. Pergunte e peça para o seu médico a realização da triagem neonatal completa com os testes do pezinho, orelhinha, olhinho e coraçãozinho.

Bruno Rodrigues

BRASIL: medidas para enfrentar violência contra Infância

Publicado em outubro 27, 2011 por

A Oficina das Nações Unidas OHCHR organiza uma Consulta dos especialistas sobre as crianças que trabalham e /ou que vivem na rua, a ser realizadaem Genebra em 1-2 de novembro 2011. Veja aqui algumas propostas da sociedade civil.

[Por Cristiano Morsolin, para o EcoDebate]

Cem milhões de crianças que vivem nas ruas têm direitos fundamentais que devem ser respeitados e protegidos pelos Estados e pela população adulta em geral, disse a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos. Durante sua participação em debate dedicado a proteção de crianças, realizado pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay alertou sobre a grande quantidade de menores desabrigados e advertiu a que cifra estimada poderia estar muito aquém da realidade, porque não existe um método adequado para quantificar esta população.

Pillay ressaltou que as crianças de rua constituem um dos grupos mais vulneráveis a abusos e violações dos seus direitos por parte do resto da sociedade, a começar pelas autoridades nacionais. “Sem dúvida, dada sua condição de isolamento e medo, essas crianças não falam, nem sequer se queixam do abuso, mas enfrentam sua condição com silêncio e impotência”, apontou Pillay. “Seu mundo é um mundo de desesperança, estigma, discriminação, indigência, pobreza e violência. Estas crianças não têm os direitos mais básicos como educação, saúde e o acesso a uma alimentação adequada e uma vivência digna”, acrescentou.

A Alta Comissária afirmou, entretanto, que estas crianças não devem ser consideradas um problema social e pediu aos governos que não penalizem as atividades que desempenham para sobreviver, como pedir esmolas, vaguear, furtar e fugir. Ela recordou que as crianças que vivem ou trabalham na rua são uma vergonha que afeta igualmente os países em desenvolvimento e os países ricos. Neste sentido, convocou os governos de todo o mundo a incluir os menores desamparados nos programas de desenvolvimento e proteção dos direitos humanos. (Fonte: Centro de Notícias ONU).

Evento paralelo à reunião do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, analisa situação de cerca de 100 milhões de menores que vivem em ruas de todo o mundo.

A Missão do Brasil na ONU, em Genebra, participou o dia 10 de março de 2011, de um debate sobre a situação de crianças que vivem nas ruas.

Segundo a ONU, 100 milhões de menores podem estar morando fora de suas casas em todo o mundo.

O evento, com delegações de vários países, ocorre de forma paralela à reunião do Conselho de Direitos Humanos sobre o tema. Nesta quarta-feira, a ONU marcou o 3º Dia Anual de Discussão sobre os Direitos das Crianças.

A embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, disse à Rádio ONU que a violência é uma das razões para que menores vivam nas ruas. “Uma pesquisa, feita no Brasil recentemente, aponta para a violência doméstica, como a razão principal, para que crianças procurem sair de suas casas e viver nas ruas. Essa fuga, da sua própria casa, se dá pela violência doméstica. Então nós vamos tratar isso, e discutir como o Sistema das Nações Unidas pode ajudar o Brasil a atacar esse problema”, afirmou.

De acordo com a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, o problema das crianças de rua ocorre nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. A alta comissária da ONU afirmou que apesar de haver menos meninas vivendo nas ruas, elas estão mais propensas à violência sexual. Segundo ela, uma das grandes preocupações de governos é com o alto índice de gravidez na adolescência entre crianças moradoras de rua (http://unicrio.org.br/brasil-participa-de-debate-na-onu-sobre-criancas-de-rua/).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

26/10/2011 16:02

Congresso aprova crédito suplementar de R$ 593 milhões para Saúde

O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (26) proposta que concede R$ 593 milhões em créditos suplementares ao Ministério da Saúde. O texto segue para a sanção presidencial.

Os recursos vão viabilizar o abastecimento e a distribuição de medicamentos nas farmácias populares, ações desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz, e a continuidade de atividades de combate e controle de endemias, realizadas pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O relator, deputado Geraldo Simões (PT-BA), decidiu apresentar substitutivo à proposta (PLN 20/11) para atender pedido feito pelo Ministério do Planejamento. O objetivo, segundo o ministério, é reforçar em R$ 180 milhões a dotação inicialmente prevista para o Programa Farmácia Popular, que passará a contar com R$ 257 milhões.

O Ministério do Planejamento informou que o principal motivo para essa despesa extra foi a criação do programa “Saúde Não Tem Preço”, por meio do qual medicamentos para hipertensão e diabetes passaram a ser distribuídos gratuitamente, a partir de fevereiro, na rede de farmácias populares.

Conforme o texto aprovado, parte dos recursos servirá também para compor o Fundo Nacional de Saúde, para compra de medicamentos; pagamento de bolsas de residência médica e de estabelecimentos conveniados da rede privada de farmácias populares; e ampliação de unidades de atenção básica de saúde, com a aquisição de equipamentos.

Segundo o Executivo, a origem dos recursos decorre de superávit financeiro, do excesso de arrecadação com restituição de recursos de convênios e da anulação parcial de outras dotações orçamentárias.

Ministérios
Também aprovado hoje, o PLN 11/11 concede crédito suplementar de R$ 135,7 milhões para os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Educação; e da Cultura.

Os recursos serão destinados à realização de campanha publicitária no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia (R$ 7,3 milhões) , à viabilização de cursos de graduação no Rio Grande do Sul (R$ 4 milhões) e ao pagamento do aluguel do edifício-sede da Fundação Palmares.

Ainda segundo o texto, as dotações vão permitir a publicação e a distribuição de materiais e livros didáticos (R$ 22 milhões) e a implementação do programa Cinema Perto de Você (R$ 91,8 milhões).

No caso do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Congresso aprovou ainda o PLN 21/11, que concede R$ 10 milhões para viabilizar as operações do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais.

Justiça Eleitoral
Foram aprovados também os PLNs 22/11 e 25/11, que abrem créditos suplementares para a Justiça Eleitoral. O PLN 25/11 também inclui recursos para o Ministério da Defesa.

São R$ 10,4 milhões para a realização do plebiscito sobre a separação do estado do Pará, com a criação dos estados de Carajás e de Tapajós. Outros R$ 18,4 milhões serão destinados para custeio da assistência médica e odontológica dos servidores do Ministério da Defesa.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ralph Machado

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Mamografia móvel vai beneficiar população de Juiz de Fora

Publicação: 6 de outubro de 2011

Em 2010, aproximadamente 10 mil mulheres realizaram o exame na cidade, mas a expectativa é que esse número aumente

Para fortalecer as ações de controle do câncer de mama, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES) lançou, nessa quarta-feira (05), um conjunto de ações que até 2014 vão impactar na redução da mortalidade em mulheres de 45 a 69 anos. Uma delas é o caminhão com mamógrafo, que vai disponibilizar o exame em 11 cidades do Estado, entre elas Juiz de Fora.

No município foram realizadas, em 2010, 9.972 mamografias. Este ano, o número até o momento é de 5.049. Segundo o coordenador estadual do Programa Viva Mulher, Sérgio Bicalho, “nos últimos meses do ano, a procura pelo exame aumenta”, mas mesmo assim a SES pretende ultrapassar a média de mamografias realizadas, estimulando o exame por rastreamento e aumentando o acesso das mineiras à mamografia, normalmente realizada em mulheres acima de 45 anos sem sintomas aparentes.

O mamógrafo móvel foi criado em Minas em comemoração ao Outubro Rosa, movimento internacional que busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e do acesso ao tratamento em todo o mundo. O caminhão estará em Juiz de Fora nos dias 31 de outubro e 01 de novembro, e realizará 50 mamografias/dia. Além da cidade, também serão beneficiadas Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Montes Claros, Patos de Minas, Uberlândia, Uberaba, Divinópolis e Varginha.

Demais ações

As demais ações serão implantadas de forma gradativa. Na primeira etapa, até 2012, será feita a otimização do uso da rede de mamógrafos no Estado (instalados nos 24 Centros Viva Vida de Referência Secundária – CVVRS – e em outros 260 locais credenciados). Para isso, será instalado nos Centros o serviço de emissão de laudos de mamografia à distância. Nessa etapa, serão envolvidas, além dos Centros, as Unidades Básicas de Saúde.

A segunda etapa do projeto, que começa agora e vai até 2013, busca ampliar a oferta dos procedimentos de confirmação diagnóstica do câncer de mama e que são complementares à mamografia. São eles: a ultrassonografia mamária e as punções (aspirativas com agulha fina ou com a Core Biopsy). Esse processo vai começar a envolver os hospitais de referência, que são o foco da terceira etapa, que começa em 2012 e estima-se ser concluída em 2014. Serão investidos R$ 12 milhões/ano.

Esse projeto é um recorte do Programa Viva Vida, que, além da meta de redução da mortalidade infantil e materna em Minas Gerais, trabalha pela saúde integral das mulheres de Minas. “A nossa novidade é permitir o acesso imediato ao agendamento do exame sem a necessidade de marcar uma consulta prévia com um médico. E aquelas pacientes que tiverem o resultado alterado já terão garantido o agendamento para os exames subseqüentes”, lembra Sérgio.

Incidência

Dados do Programa de Avaliação e Vigilância do Câncer da Secretaria de Estado de Saúde apontam que, em 2010, aproximadamente 342 mil mulheres realizaram o exame em todo Estado. Já de janeiro a setembro deste ano, 196.020 mulheres realizaram a mamografia na faixa etária de 45 a 69 anos. Na Zona da Mata foram realizadas, em 2010, 40.828 mamografias. Este ano, até o momento, foram 21.461 exames.

Sérgio Bicalho destaca a importância do rastreamento, que será feito de forma organizada e na quantidade necessária. “Um dos principais motivos do incentivo à campanha e ao rastreamento é justamente o financiamento ilimitado para o exame. O momento é único para se realizar o rastreamento e, como sabemos, a única forma de se prevenir o câncer é através da mamografia”, ressalta.

Taxas elevadas

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

Em Minas, dados parciais do Programa de Avaliação e Vigilância do Câncer da SES apontam que, em 2007, a mortalidade por 100 mil mulheres foi de 981. Já em 2008, o número de óbitos passou para 1.076 e, em 2009, foi de 1.071.

Por Divulgação

Publicada em 25/10/2011

Profissionais qualificados na lógica das redes

SGTES promove seminário para fomentar a pós-graduações, especializações pós-técnicas e qualificações voltadas para áreas como urgência e emergência, saúde materno-infantil, saúde mental e prevenção e tratamento de doenças crônicas não-transmissíveis


Profissionais formados para atuar de forma articulada na promoção, prevenção e atenção à saúde. Esse é o próximo estágio na implantação das Redes Temáticas de Atenção à Saúde, que estão sendo estruturadas em conjunto por Ministério da Saúde e conselhos nacionais de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) desde o começo do ano. Para apresentar o projeto e dar início à fase de preparação dos cursos, a Coordenação de Ações Técnicas em Educação na Saúde do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (Deges/SGTES) promoveu, entre os dias 18 e 19 de outubro, em Brasília, um seminário, envolvendo Escolas Técnicas do SUS (ETSUS), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Estadual de São Paulo (USP).

Com foco na atenção às urgências e emergências; saúde materno-infantil; saúde mental (com ênfase da dependência de crack e outras drogas); e tratamento de doenças crônicas não-transmissíveis – o início da formação de trabalhadores será a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu para enfermeiros nestas quatro áreas.

“A meta é formar 1,2 mil enfermeiros. Após a formação, eles serão docentes de cursos de especialização pós-técnica para técnicos em enfermagem e aperfeiçoamentos voltados para os agentes comunitários de saúde”, explicou Clarice Ferraz, coordenadora geral de Ações Técnicas em Educação na Saúde do Deges.

Ainda de acordo com Clarice, a pós-graduação terá início em agosto do próximo ano. A expectativa é que tenha 360 horas e seja um curso semipresencial, com polos distribuídos pelas cinco regiões do país.

Oito representantes das 36 ETSUS foram escolhidos para participar dos grupos de trabalho, também formados por docentes das universidades, que discutirão as competências, metodologia e composição da estrutura curricular da pós-graduação. Foram priorizadas as instituições que já tinham aproximação com as linhas de cuidado prioritárias.

Os grupos têm até março do próximo ano para elaborar a proposta das pós-graduações, quando começa o processo de organização pedagógica do curso. No mesmo período, os grupos de trabalho começam a discutir a estruturação das especializações pós-técnicas e aperfeiçoamentos.

“A partir de março, esse grupo vai precisar se desdobrar trabalhando na organização pedagógica para os enfermeiros e também as diretrizes curriculares para os cursos pós-técnicos. Neste momento, o trabalho vai ser muito próximo com as escolas técnicas”, afirma Clarice, destacando: “As Escolas Técnicas do SUS têm uma experiência muito importante de vivência da integração entre o ensino e os serviços, por isso, é importante que estejam representadas para colaborarem em todos os grupos”.

A Escola Técnica do SUS de São Paulo e a Escola de Formação Profissional Enfermeira Sanitarista Francisca Saavedra (ETSUS Amazonas) foram escaladas para o grupo de trabalho que tratará da formação na área de urgência. Já a Escola de Formação em Saúde de Santa Catarina (EFOS) e o Centro de Educação Profissional e Tecnológica da Universidade Estadual de Montes Claros (ETSUS Unimontes), participaram das discussões no âmbito da saúde mental.

O grupo de trabalho em saúde materno-infantil contará com a representação da Escola Técnica do SUS Dr. Manuel Ayres (ETSUS Pará) e da Escola de Formação Técnica em Saúde Prof. Jorge Novis (EFTS), da Bahia, enquanto que Escola de Saúde Pública do Estado do Mato Grosso (ESP-MT) e Escola Técnica do Sistema Único de Saúde Blumenau participarão da preparação da formação de especialistas em doenças crônicas não-transmissíveis.


Por Jéssica Santos (Secretaria Executiva de Comunicação da RET-SUS)