quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Desnutrição e obesidade

OMS traz debate sobre desnutrição e obesidade infantil


Por Natália Oliveira

Divulgação
Campo de futebol
A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou neste mês de junho um guia de combate à desnutrição e à obesidade infantil. Com o título “24 Ações Essenciais para a Nutrição”, a iniciativa pretende direcionar as autoridades na adoção de medidas eficazes para o combate a esses males. Para explicar melhor esses problemas que atingem as crianças, principalmente em países de baixa e média renda, o UFRJ Plural conversou com o professor Hélio Rocha, diretor do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG-UFRJ).

O relatório “O Estado da Alimentação e da Agricultura 2013 (Sofá)”, publicado em março, constatou que dois bilhões de pessoas sofrem de uma ou mais deficiências de micronutrientes, enquanto 1,4 bilhões têm excesso de peso. Dessas, 500 milhões são obesas. Segundo Rocha, obesidade e desnutrição, apesar de parecerem pplos opostos, têm um contato muito próximo. “Quando a gente fala em desnutrição, está falando em perda de nutrientes. Quando eu falo em obesidade, tenho um tipo de má nutrição, uma nutrição ruim que também apresenta carências”, afirma o pediatra. Há um consenso que define desnutrição como perda e obesidade como ganho de peso pelo acúmulo de gordura.

Segundo o diretor da OMS, crianças obesas são cada vez mais comuns em países em que a desnutrição também é grande. Os números recentes referentes a esses problemas em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento assustam. De acordo com a pesquisa, 75% das crianças acima do peso estão nessas nações. Para Hélio Rocha, isso se deve à transição nutricional. “Acontece que, historicamente, todos os países que tiveram desnutrição passam a ter um índice de obesidade alto, até conseguir achar um eixo. Isso aconteceu em todas as grandes nações”, conta.

Quando um indivíduo é considerado obeso ou desnutrido?
A forma de saber se um indivíduo está obeso ou desnutrido é por meio das medidas antropométricas. O que é isso? Consiste em pesar, medir a altura, a circunferência, a pressão arterial. Dentre essas medidas, há dez anos o Índice de Massa Corporal (IMC) passou a ser referência. Ele nada mais é do que a relação entre peso e altura, cuja fórmula é peso/altura². “Na criança isso não pode ser feito assim, porque a altura é variável e a velocidade de crescimento da altura e do peso não é linear”, explica. Nesse caso, a altura e o peso são acompanhados em uma curva ao longo do crescimento do indivíduo.

Desnutrição infantil no Brasil
A OMS considera que há desnutrição quando há carência, seja de um nutriente, ou de todos. “Anemia por carência de ferro é desnutrição” – exemplifica o pediatra.
Há dois tipos de desnutrição: a primária, na qual a criança não recebe o que comer; e a secundária, em que a criança tem alguma doença grave que faz com que ela gaste mais do que absorve de nutrientes. O marasmo e o kwashiorkor são os estágios mais graves da desnutrição. No primeiro, a criança pesa menos de 60% do peso esperado - “é pele e osso” - acrescenta Rocha. Já no segundo caso, a pessoa fica entre 60% e 80% do peso desejado. Entretanto, o kwashiokor é considerado mais grave, porque o indivíduo com marasmo se adapta ao estado de desnutrição, enquanto o outro não, ele incha.

No Brasil, houve uma incidência muito alta dessas doenças. Em 1973, perto de 70% das crianças brasileiras com menos de cinco anos eram desnutridas. “Foi feita uma pesquisa domicílio a dentro pelos militares. Eles esperavam mostrar que vivíamos em um país maravilhoso. Quando viram os resultados, ficaram quietinhos e a gente só teve acesso a essas notícias em 1986”, relata.

Hélio conta que presenciou esses números na prática nos hospitais. “Em 1981 fui para o Ceará. Foi na época da grande seca no nordeste. Trabalhei no interior atendendo a pacientes desnutridos em barracas, tendas. Eu internava cerca de dez a 15 crianças por dia”, conta o diretor. Em 1989 foi realizado outro censo que constatou uma redução de 70 para 30 por cento do número de crianças menores de cinco anos desnutridas. Em 1996 esse percentual baixou para entre 10 e 12%. Já em 2006, o Brasil chegou a ter menos de 5% desses casos. “Atualmente estamos próximos a um número razoável para um país em desenvolvimento”, diz Rocha. É interessante observar que o índice de mortalidade infantil também caiu no país.

As causas da subnutrição infantil estão intimamente ligadas à questão social. Por isso, países da África e da América do Sul têm uma grande ocorrência.

Obesidade
A OMS entende que a obesidade se tornou uma epidemia. Estudos nos Estados Unidos mostram que 50% da população do país é de obesos. Aponta ainda que em 2050 é provável que toda a população seja obesa. Além da má alimentação, o sedentarismo é um dos fatores causadores desses números. “Uma pesquisa mostra que a quantidade de tempo que o americano passa indoor, corresponde a 93% das 24 horas do dia”, ilustra Hélio.

No Brasil, de 1973 para cá houve uma mudança de comportamento, importada dos Estados Unidos, que colocou o país nesse momento de transição nutricional. Quem é responsável por essa mudança é a mídia. “A TV teve papel fundamental na transformação de hábitos brasileiros. Mas assim como ela mudou hábitos e acabou com a desnutrição, ela importou hábitos que fez a transição para a obesidade”, contata. Hoje 13% das crianças brasileiras são obesas e 30% têm sobrepeso.

“As crianças antes brincavam na rua, brincavam de pique, jogavam bola, soltavam pipa, andavam de bicicleta, eu fui uma criança assim”, relata. Hoje, a criança está muito afetada por essas mudanças de comportamento e são alvos fáceis para as indústrias alimentícias. “Kinder ovo dá brinquedo e a criança come o chocolate. Mc Donald’s dá bonequinho, oferece promoções de compre um leve dois. Aí a criança vai e come um hambúrguer de três, dez andares”, critica.

Esse não é um problema meramente estético. A obesidade é uma das principais provocadoras do bullying, podendo causar danos psicológicos à criança. Pode trazer com ela doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, má formação do esqueleto. Uma criança obesa tende a ser um adulto obeso. “Se ela passar de dois anos com obesidade, terá 16% de chances. Aos 8 anos essa perspectiva dobra, chegando a 30%. Com 16 anos, se o jovem for obeso tem 80% de chances de se tornar um adulto obeso”, quantifica.

O Bebê
Divulgação
Campo de futebol

É importante ressaltar que obesidade não tem cura e a preocupação começa com o bebê.

 Até os dois anos de idade é a fase mais crítica e determinante para a nutrição. A OMS chama de “os mil dias”, que vai desde a gestação até o segundo ano de vida. Um dos maiores problemas que vivemos hoje quanto a isso é a terceirização da maternidade. “A mulher só quer ter filho com 30 anos. Primeiro precisa cuidar da carreira, arrumar uma pessoa legal, testar essa pessoa e quando tiver o filho já programa com quem vai deixar”, afirma o doutor. A criança passa a ser vista como um “equipamento de luxo”, o que desvaloriza a relação entre a mãe e o bebê, afetando principalmente a amamentação.

Segundo o Dr. Hélio Rocha, o neném deve, exclusivamente, mamar no peito da mãe até os seis meses. Depois disso, até os 2 anos a amamentação continua e deve ser adicionada uma alimentação complementar. É nessa hora que aparecem outros riscos. “Você tem uma série de geleias, de queijinhos, um monte de bobagens, que a mídia ou um pediatra mal informado oferece, e que a mãe acredita que seja bom. E aí a gente vê crianças pequenininhas bebendo refrigerante, comendo miojo, geleia de mocotó, Danoninho, e uma série de coisas que já vai precocemente levá-las para esses sabores escravizantes”, destaca.

Guia da OMS
Dentre as medidas propostas pelo guia umas se referem às mães, como a melhora da nutrição da gestante e a importância da amamentação; outras, às crianças, para as quais sugerem o uso de alimentos saudáveis e de suplementos nutritivos quando necessário.

Conversamos com o doutor Hélio para entender melhor essas recomendações. No que diz respeito à amamentação, ele explica que a importância não está só nos nutrientes do leite, mas “na dedicação da mãe ao neném, que envolve uma série de outras atividades além de dar de mamar. É o cuidar, é o se importar, é o estimular, é o prever, é o prevenir, é o adaptar, é o estar perto”. O bebê que mama no peito até 2 anos, que é o ideal, tem uma chance, a cada mês, 4% menor de se tornar obeso na vida adulta. Isso significa que se ele mamou um ano tem 48% menos chances de ser obeso do que se ele não mamar.

Quanto aos suplementos nutritivos, o diretor do Departamento de Pediatria do IPPMG diz que “existem certos tipos de carências endêmicas de determinados lugares ou que são próprios de determinado grupo cultural”. No caso do Brasil, recomenda-se suplementação de ferro desde os seis meses, ou quando o neném largar o peito.  A carência de ferro no país é muito grande: 50% das crianças menores de dois anos apresentam essa deficiência. 

A desnutrição, principalmente a falta de ferro até os 2 anos, interfere no crescimento e desenvolvimento cerebral. “70% das crianças que eram desnutridas durante a ditadura hoje estão com 30/40 anos. Isso explica o grande número de analfabetos funcionais, de pessoas que não sabem ler, escrever ou interpretar. São pessoas praticamente improdutivas. E são elas que no momento estão conduzindo o desenvolvimento do país”, esclarece.

Recomendações
Ao final da entrevista, o médico listou o que para ele seriam os três principais fatores de combate à desnutrição e à obesidade infantil: amamentação até os 2 anos, prática de esportes desde a fase em que a criança aprende a caminhar e educação.

Esporte mais que especial

Esporte & lazer
Esportes paralímpicos na UFRJ

CORYNTHO BALDEZ - JORNAL DA UFRJ
dvmi@reitoria.ufrj.br

O Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) e a Escola de Educação Física e Desporto (EEFD) estão oferecendo atividades esportivas para pessoas com deficiência, a partir dos seis anos, por meio do projeto de extensão “Esporte Mais Que Especial”. 

Entre as modalidades, destacam-se natação, futebol de cinco, goalball, musculação e psicomotricidade. 

Ainda estão disponíveis 20 vagas para as diversas atividades, que acontecem às segundas e quartas-feiras. 

As inscrições podem ser feitas pelo e-mail eme@bioqmed.ufrj.br ou pelo telefone (21) 2562-6789.

Doenças incapacitantes

05/09/2013 - 13h59

Comissão aprova ampliação de lista de doenças incapacitantes para o trabalho

Entre as enfermidades incluídas na lista, que dariam direito à aposentadoria por invalidez, estão esclerose sistêmica e doença pulmonar crônica.
Beto Oliveira
Chico Lopes
Chico Lopes: proposta se baseia em pesquisas e em consultas a especialistas.
 
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (4) proposta que aumenta a lista de doenças incapacitantes, que dão direito à aposentadoria por invalidez. O texto inclui: hepatologia grave; doença pulmonar crônica com insuficiência respiratória; amputação de membros inferiores ou superiores; miastenia (perturbação da junção neuromuscular) grave; acuidade visual, igual ou inferior a 0,20 em um ou nos dois olhos, quando ambos forem comprometidos; e esclerose sistêmica.

Atualmente, duas leis definem as doenças graves, contagiosas ou incuráveis que dão direito à aposentadoria: a 8.112/90, que se refere aos funcionários públicos, e a 8.213/91, que regulamenta os planos da Previdência Social para o setor privado.

“A proposta se baseia em pesquisas efetuadas em unidades de juntas médicas e em consultas a especialistas que atestam tratar-se de doenças que comprometem seriamente a capacidade laboral”, sustenta o relator na comissão, deputado Chico Lopes (PCdoB-CE).

Ele chama a atenção para um possível vício de iniciativa em relação à parte que trata dos servidores públicos, uma vez que a iniciativa deveria ser do Poder Executivo e não do Legislativo. A proposta aprovada é o Projeto de Lei 4082/12, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). “Como cabe a essa comissão analisar apenas o mérito, votamos pela aprovação”, reiterou Lopes.

Pelo projeto, ficam isentos do Imposto de Renda os valores do benefício recebido a título de aposentadoria ou pensão por doença incapacitante de caráter permanente. A isenção aplica-se também a planos de previdência complementar e seguro de vida. Ainda segundo a proposta, havendo sequelas físicas ou psicológicas, o segurado continuará recebendo o benefício mesmo após tratamento que afaste os sintomas da doença.

A lei 8.112/90 relaciona como incapacitantes as seguintes doenças: tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante (lesão entre as vértebras da coluna), nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante) e Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids).

A lei que regula o setor privado (8.213/91) traz praticamente as mesmas doenças. Exclui apenas tuberculose ativa e hanseníase, mas inclui contaminação por radiação.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será ainda analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Daniella Cronemberger

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

Questionamentos x Debates xSUS

Questionamentos permeiam debate sobre futuro do SUS

Publicada em
 
“Cadê vocês mentores e intelectuais do SUS, academia, Ministério Público e Judiciário? Passamos muito tempo discutindo teorias e estamos carentes de respostas práticas. Este é o desafio. Precisamos trabalhar juntos para alcançar o Sistema de Saúde que queremos”, disse o médico pediatra e de saúde pública Gilson Carvalho incitando a plateia que assistia ao debate Para onde vai o SUS?. A mesa-redonda, que também contou com a presença da pesquisadora de economia da saúde do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Iesc/UFRJ) Ligia Bahia, foi realizada no âmbito das comemorações dos 59 anos da ENSP e teve o ex-diretor da ENSP e da Abrasco, Arlindo Fábio Gómez Sousa, como coordenador do debate.
 
 
“Onde estamos e para onde vamos?” Também questionou Ligia Bahia dando início à sua apresentação. Ela lembrou que vivíamos em um mundo colonizado, polarizado entre capitalismo e socialismo e havia, ainda, o muro de Berlim. Ligia ressaltou que muitas coisas mudaram e, hoje, vivemos em um mundo homogêneo, entretanto, extremamente desigual.
 
“A área da saúde está entre as mais afetadas pela desigualdade. O Brasil tem elevado gasto privado com saúde, o que é incompatível com o padrão de um sistema universal. Então, como um sistema de saúde pode contribuir para que o mundo homogêneo em relação ao capitalismo possa ser menos desigual? Para que serve esse sistema? Mais médicos não resultarão em mais saúde! Eles contribuem, assim como os medicamentos, equipamentos, ambulâncias, entre outros. Mas a função de um sistema de saúde é reduzir desigualdades, o que não vem ocorrendo no Brasil e no mundo. Avançamos muito, ampliamos acesso; no entanto, acredito que o SUS não foi poupado da ‘tsunami neoliberal’”, assegurou ela.
 
O SUS, a privatização do sistema, o filantropismo lucrativo e o assistencialismo
 
Lígia ressaltou que diferentes políticas vêm sendo construídas pelos governos, e, como não poderia ser diferente, a política de privatização da saúde é uma delas. Outro ponto levantado por ela como uma grande preocupação é o filantropismo lucrativo. Segundo Ligia, hospitais de grandes redes e organizações particulares estão à frente de atribuições que antes eram do governo. Por exemplo, o treinamento de gestores de hospitais universitários e a realização de pesquisas nacionais, que foram deslocadas de lugares como a própria Fiocruz para os grandes hospitais particulares que fazem alianças com os governos. “Isso é de uma gravidade ímpar, chega a ser dramático”, disse Ligia inconformada.
 
As consequências desses processos de privatização, filantropia e assistencialismos são bastante objetivas. Segundo a pesquisadora, existe uma coalizão política e eleitoral formada a partir desses processos. E eles não têm apenas bases materiais, mas também se projetam sobre o tabuleiro político do país. “Envolvem questões como consultas, exames e internações que são intermediadas por vereadores. Existem casos de 
vereadores que são os donos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em determinados municípios, e a ambulância só vai para onde eles querem. E isso, é claro, o reelege. Esse clientelismo deslavado se chama retrocesso! É preciso que essas questões sejam objeto de investigação científica e virem teses e estudos. Precisamos entender essa realidade e o que se passa em nosso país”, alertou ela.
 
O mar não está para peixe
 
A fala de Gilson Carvalho também foi permeada por questionamentos sobre o futuro do SUS. Segundo ele, essa resposta depende de como serão enfrentados os desafios que são postos na atualidade; e eles não são poucos. “Envolvem questões práticas, e os profissionais da ponta do serviço nem sempre tem tempo para refletir”, comentou ele perguntando: “Cadê vocês? O que os intelectuais da academia estão fazendo para ajudar os profissionais da prática, amarrados com o cotidiano? Vocês precisam nos ajudar a construir o SUS!”, apontou.
 

Gilson criticou ainda o mix de serviços público e privado. Ele destacou que, “o SUS permite que toda vez que ele não for suficiente se busque o privado para complementá-lo, mas não para substituí-lo, como vem ocorrendo. Há uma promiscuidade nessa relação. Há um movimento mundial de terceirização, inclusive temos terceirizado com muita facilidade as responsabilidades, as culpas e, consequentemente, as soluções”.
 
Entre os desafios contemporâneos da saúde que precisam ser enfrentados, o médico citou as relações entre os princípios da universalidade e da integralidade que garantiriam o ‘tudo para todos’, sendo essa a conjugação máxima da constituição da lei de saúde; os serviços próprios e privados; quantidade e qualidade de médicos; modelos a serem trabalhados; a eficiência gerencial e operacional; e a participação das pessoas nas áreas propositiva e controladora. “Eu defendo a integralidade regulada”, disse Gilson. Segundo ele, precisamos de regras, da regulação. Essa é uma função nobre do sistema único de saúde. “Não podemos achar que desenfreadamente vamos ficar na mão dos que levam vantagem”, ressaltou.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Veja se seu município foi contemplado

Disponibilizamos dia, 02 Setembro- 04 Novas Normas

Pelo Gabinete do Ministro - GM
PORTARIA Nº 1.877, DE 30 DE AGOSTO DE 2013
Fica homologada a Adesão do Município de Crateús (CE) ao Projeto Olhar Brasil, com os estabelecimentos de saúde habilitados, a realizar os procedimentos do referido  rojeto.
PORTARIA Nº 1.878, DE 30 DE AGOSTO DE 2013
Fica homologada a adesão do Município de Betim (MG) ao Projeto Olhar Brasil, com os estabelecimentos de saúde habilitados a realizarem os procedimentos do referido Projeto.
PORTARIA Nº 1.879, DE 30 DE AGOSTO DE 2013
Fica homologada a adesão do Município de Betim (MG) ao Projeto Olhar Brasil, com os estabelecimentos de saúde habilitados a realizarem os procedimentos do referido Projeto.

Pela Secretaria Executiva - SE
PORTARIA Nº 679, DE 30 DE AGOSTO DE 2013
Ficam indeferidos os pedidos de credenciamentos para apresentação de projetos no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) das instituições abaixo relacionadas:

DSS

Começa 1ª Conferência Regional sobre DSS

Publicada em
Teve início, nesta segunda-feira (2/9), a 1ª Conferência Regional sobre Determinantes Sociais da Saúde. O evento, que segue até o dia 4 de setembro, é o primeiro de uma série de conferências regionais que serão realizadas no país como desdobramento da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde (CMDSS), realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, em outubro de 2011. Os portais DSS Brasil e DSS Nordeste vão transmitir o evento ao vivo, trazendo flashes informativos, notas e matérias para atualizar todos os interessados em acompanhar os debates.

Para acompanhar a Conferência on-line pelo Portal DSS Brasil não é necessário realizar inscrição. Acesse a área Conferência, do DSS Nordeste, e veja os documentos, a programação e descrição do evento. Participe por meio das redes sociais e da área de comentários durante toda a CRDSS.

A conferência é uma parceria entre o Centro de Estudos, Políticas e Informação sobre os Determinantes Sociais da Saúde (Cepi – DSS/Fiocruz) e outras instâncias da instituição, além do Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Opas e BNDES. A coordenação local do evento está sob a responsabilidade do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (Fiocruz/ Pernambuco).

Sinal de alerta

Tosse constante é um alerta de que os pulmões estão mal

Ela pode ser causada por alergias, irritações e até câncer de pulmão

Por Fernando Menezes


 Tosse  é um assunto importante.  

Seja ela crônica ou aguda, o sintoma é incomodo que atinge todas as idades e precisa ser levada a sério.

"A tosse não é uma doença, e sim um sinal de que algo está irritando as nossas vias aéreas ou nossos pulmões", diz a pneumologista Iara Fikcs, do Hospital São Luiz.

Muitas vezes, só a força que fazemos para tossir é o suficiente para trazer complicações. Em idades extremas, ou seja, para as crianças e para os idosos, a tosse pode desencadear uma série de contusões. 

"Durante um ataque de tosse, as pessoas com mais idades ou as crianças podem forçar excessivamente os músculos que atuam na respiração, ou até mesmo quebrar uma costela ou tirar algum órgão do lugar por terem o organismo mais frágil", explica a médica. 

 
Fatores externos
Uma casa empoeirada pode ser um dos motivos de ataques de tosse frequentes. "Quando estamos em um ambiente com muito pó ou outras partículas que irritam nosso sistema respiratório, os ataques de tosse se tornam muito mais comuns", diz Iara Fiks.

Esse tipo de problema acontece muito quando passamos por frentes frias. Com a baixa temperatura, as pessoas têm o instinto de fechar todas as janelas da casas, impedindo a circulação do ar e causando o acúmulo de poeiras.

Mas esse tipo de problema não acontece apenas no inverno. "O cada vez mais usado ar condicionado aumenta as chances de ataques de tosse por irritar os pulmões e deixar o ambiente mais seco", explica a pneumologista. 

 
De acordo com a especialista, produtos de limpeza, perfumes e incensos com odores muito fortes também entram na lista negra dos fatores que contribuem para a irritação das vias aéreas.

Normalmente esse tipo de tosse dura menos do que três semanas, e é chamado de tosse aguda. Para amenizar os ataques desse tipo de tosse, além dos medicamentos prescritos pelo seu médico, como xaropes, vale a pena investir no mel e no própolis, além de frutas e sucos ricos em vitamina C.

Uma receita caseira que pode ajudar a combater uma tosse aguda é a mistura de mel de eucalipto com gotas de própolis. O mel ajuda na expectoração e diminui a irritação da garganta. O própolis é anti-inflamatório e ajuda a tratar agressões nas vias pulmonares.

Mas vale um alerta: as pessoas diabéticas devem evita o mel, pois é rico em açúcares, assim como crianças menores de um ano de idade. 
Em 95% dos casos, as lesões dos tecidos pulmonares são irreversíveis, mesmo que o paciente tenha parado de fumar.
Fuja do cigarro
Para os fumantes fica o aviso da especialista: a fumaça do cigarro prejudica a qualidade de vida de todos os moradores da casa. "Não é apenas o fumante, mas todas as pessoas que convivem com ele, estão mais propensas a ter o pulmão irritado ou desenvolver doenças que causam tosses", diz Iara Finks.

A presença do cigarro na rotina traz problemas principalmente para os mais novos. Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Cefaleia comprova que filhos de mulheres que fumaram durante a gestação têm 2,5 vezes mais chance de ter dor de cabeça crônica diária na infância.

Outra pesquisa ainda diz que entre 20% a 30% dos fumantes desenvolvem a DPOC - doença que une bronquite e enfisema - após os 40 anos, sendo que alguns estudos sugerem que as mulheres são mais suscetíveis aos efeitos nocivos do cigarro do que os homens.

As crises respiratórias são causadas geralmente por infecções bacterianas ou virais, como explica a pneumologista. No período das crises, os pacientes sentem piora da falta de ar, fadiga, aumento da tosse crônica e da produção de catarro. Em 95% dos casos, as lesões dos tecidos pulmonares são irreversíveis, mesmo que o paciente tenha parado de fumar por muito tempo. 


Quando a tosse não passa
Se a tosse dura mais do que três semanas, ela passa do quadro agudo para o quadro crônico. "Quando uma pessoa está a tanto tempo tossindo, é preciso procurar um médico para diagnosticar o problema e resolvê-lo enquanto isso", explica Iara Fiks.

A tosse pode ser o sintoma de uma série de doenças, desde as mais comuns como gripe, resfriado e alergia, como algumas mais sérias como tuberculose e até mesmo câncer de pulmão.
"Algumas doenças podem ser diagnosticadas a partir da presença, cor e textura do catarro ou de algum chiado no pulmão. Uma tosse carregada de catarro pode ser um sinal de uma doença mais séria, e é preciso procurar um médico o quanto antes", alerta a pneumologista.

"Um aviso importante é não ficar mais de três semanas tomando remédios para tosse, sejam eles caseiros ou comprados na farmácia, sem procurar um médico. Essa atitude pode estar mascarando uma série de problemas respiratórios que, se fossem tratados precocemente, poderiam ser curados sem grandes problemas", diz Iara Fiks.  
Confusão com engasgo
Muita gente pensa que durante uma crise de tosse por engasgamento, bater nas costas de uma pessoa para tentar ajudá-la vai resolver o problema.

Um ataque de tosse é muito facilmente confundido com um engasgo. "O famoso tapinha nas costas não funciona quando estamos tossindo, e pode ser até perigoso para quem está com algo realmente preso na garganta", diz a pneumologista Iara Fiks, do Hospital São Luiz.

O mesmo discurso serve para líquidos. Oferecer um copo de água para uma pessoa com ataque de tosse não irá trazer alívio, e pode até fazer a pessoa engasgar de verdade, ficando ainda mais sem ar.  

Sete motivos

Sete bons motivos para você se espreguiçar todos os dias

Dor de cabeça e até lesões se mantêm longe do corpo alongado

Por Ana Maria Madeira
O despertador toca e o barulho estridente atravessa o cérebro, tirando você do descanso profundo. Muitas vezes, a rotina atrapalhada faz com que saltemos da cama num  pique só,  deixando passar batido  um
pequeno prazer: espreguiçar-se.

 Só que uma boa esticada é, além de deliciosa, uma grande amiga da saúde. Conheça sete motivos para você tornar o movimento um hábito indispensável no seu dia a dia.

 
 

Acorda o cérebro - Getty Images
 

1. Acorda o cérebro


"Ao dar aquela espreguiçada, os músculos se esticam e sua circulação sanguínea é ativada, mandando uma mensagem de alerta para cérebro", explica o ortopedista Fabio Ravaglia. Isso que ajuda a dar "aquele gás" na disposição, mesmo que seja uma segunda-feira cinzenta e cheia de trabalho pela frente. 

Dá mais prazer - Getty Images 2. Dá mais prazer

Fabio explica que o ato de se espreguiçar libera endorfinas através dos músculos, hormônios neurotransmissores que são responsáveis pela sensação de bem-estar. Outro hormônio, a serotonina, também é liberada nesse processo, o que ajuda também a ativar a memória e a dar mais disposição ao corpo.

Afasta dores de cabeça - Getty Images 3. Afasta dores de cabeça

O tipo mais comum de dor de cabeça é a cefaleia tensional que, entre outras coisas, pode ser causada pela tensão muscular, afirma o especialista. Sendo assim, espreguiçar ajuda a mandar a dor embora, pois os músculos distensionados enviam informações de que o cérebro também pode relaxar.

Lubrifica as articulações - Getty Images 4. Lubrifica as articulações

Nossas articulações possuem o chamado líquido sinovial, cuja função é auxiliar na lubrificação das articulações, ou seja, auxiliar o bom funcionamento delas. Para mantê-lo em bons níveis, o alongamento dos músculos é fundamental, por isso, espreguiçar é uma maneira boa de deixar as articulações em ordem.

Deixa o corpo de jovem - Getty Images 5. Deixa o corpo de jovem

A partir da adolescência, começamos a perder a flexibilidade. Por falta de alongamento, problemas de coluna e joelhos começam, cada vez mais, a aparecer nos jovens. Espreguiçar-se é uma forma de alongar e preservar a flexibilidade.

Reduz riscos de lesões - Getty Images 6. Reduz riscos de lesões

Se você é o famoso "esportista de final de semana", com certeza, sabe que antes daquela partida de futebol ou de umas braçadas na piscina é preciso fazer um bom alongamento. Entretanto, é importante que você estenda essa prática ao dia a dia, para evitar os problemas típicos desse hábito. "Espreguiçar deve ser um hábito diário, realizado pela manhã e à noite", diz o ortopedista.

Alivia a fibromialgia - Getty Images 7. Alivia a fibromialgia

Fabio explica que é cientificamente comprovado que para os portadores da fibromialgia (a doença em que o paciente apresente uma condição de dor generalizada e crônica). Espreguiçar-se pode trazer um bom alívio às dores, pois o alongamento da musculatura de todo o corpo ajuda a minimizar a tensão acumulada nas articulações.

Violência x Mulher x Crime x Tortura

Senado torna violência contra a mulher crime de tortura

  
(O Estado de S. Paulo) O Senado aprovou nesta quinta-feira, 29, por unanimidade, quatro projetos sugeridos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra a Mulher, entre eles o que classifica a violência doméstica como crime de tortura.

A mesma proposta estabelece que também estará incurso no mesmo crime quem, em qualquer relação familiar ou afetiva, independente de coabitação, submete alguém à situação de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental como forma de exercer domínio.

Todos os projetos foram apresentados à presidente Dilma Rousseff na última terça-feira, 24, durante cerimônia em que lhe foi entregue a conclusão do relatório da CPI da Violência contra a Mulher.

Além da classificação da violência contra a mulher como crime de tortura, o Senado aprovou o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) às mulheres vítimas de violência, a garantia de benefício temporário da Previdência a elas e a exigência de rapidez na análise do pedido de prisão preventiva para os agressores.

Os projetos aprovados pelo Senado seguem agora para o exame da Câmara dos Deputados. A CPI da Violência contra a Mulher realizou seu trabalho durante um ano e seis meses e verificou que a ausência do Estado é um dos fatores que causam a violência doméstica.

Outros três projetos relativos à segurança da mulher foram encaminhados à Comissão de Constituição e Justiça. Entre eles, o que estabelece o feminicídio (matar a mulher) como agravante de homicídio; o que cria o Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres e o que destina parte dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional à manutenção de casas de abrigo que acolham vítimas de violência doméstica.

Acesse o PDF: Senado torna crime de tortura violência contra a mulher (O Estado de S. Paulo - 30/08/2013) 

Mais homens que mulheres

Em quatro anos, haverá mais homens que mulheres em idade fértil no Brasil


(O Estado de S.Paulo) O Brasil se torna a cada ano mais masculino. As projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que há mais homens do que mulheres em todas as faixas etárias abaixo de 31 anos. Entre os brasileiros com 15 anos de idade, por exemplo, há 61 mil pessoas a mais do sexo masculino que do feminino. E a tendência é de que o fenômeno se intensifique no futuro.

Em 2017, já deverá haver no País mais homens que mulheres entre 15 e 49 anos - a chamada idade fértil. Em 2060, o excedente masculino chegará a 1,2 milhão de homens nessa faixa etária. As estatísticas foram compiladas pelo Estadão Dados, com base em tabelas de projeções populacionais do IBGE divulgadas na semana passada.

Essas projeções mostram que a marca dos 200 milhões de brasileiros foi alcançada em 2 de dezembro do ano passado, conforme estimam técnicos do instituto. De lá para cá, mais um milhão de pessoas já foram incorporadas à população.

Longevidade. Na população total, continuará havendo mais mulheres que homens ainda por muitas décadas. A razão é simples: elas vivem mais. A expectativa de vida para a população masculina é de 70,6 anos, ante 77,7 para as mulheres.

Nas idades mais jovens, os homens começaram a ultrapassar as mulheres na virada do século e o processo deverá continuar. Na faixa dos 40 anos, por exemplo, há hoje 28,4 mil mulheres a mais. Em 2060, estarão sobrando 27,2 mil homens nessa idade.

Há duas explicações principais para o fenômeno. Primeiramente, nascem cerca de 5% a mais de homens do que de mulheres no mundo. Essa proporção já foi observada em vários países. As estatísticas do Registro Civil, por exemplo, mostram que em 2011 foram registrados 104,9 meninos para cada 100 meninas.

Além disso, como a mortalidade de homens jovens é bem maior que a de mulheres - principalmente por homicídios e acidentes de trânsito -, o excedente masculino acabava perecendo até inverter e sobrarem mais mulheres.

Mortalidade. A diminuição da mortalidade no Brasil nos últimos anos, principalmente a masculina, passou a anular esse efeito. "Estamos vendo isso acontecer no Brasil pela primeira vez, nesta geração", explica o pesquisador do IBGE Gabriel Borges. Segundo ele, a sobra de homens na faixa dos 15 aos 49 anos é algo já observado em países com taxa de mortalidade mais baixa. "Se no Brasil observarmos uma redução ainda maior nas taxas de homicídios, que permanecem altas, o excedente masculino nessa faixa etária poderá aumentar ainda mais", afirmou.

Mais velhas. Em 2059, a previsão é de que haverá excedente masculino em todas as idades menores que 50 anos. Como as mulheres ainda são mais longevas, a tendência é de que elas continuem superando os homens nas faixas etárias mais velhas, o que explica um excedente feminino previsto em 6 milhões para aquele ano.

02-09-2013oesp populacaohomensmulheres
Acesse o PDF: Em quatro anos, haverá mais homens que mulheres em idade fértil no Brasil (O Estado de S.Paulo, 02/09/2013)