domingo, 2 de setembro de 2012

Mais recursos


Saúde repassa recursos para melhorar acesso e qualidade

Publicada em
O Ministério da Saúde divulgou, em 30 de agosto, a lista dos primeiros municípios que receberão os recursos referentes ao desempenho das equipes de atenção básica, integrantes da política Saúde Mais Perto de Você. O anúncio foi feito durante reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, em Mato Grosso do Sul. As equipes, já avaliadas, fazem parte do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB).
 
No evento, foi assinado documento de autorização do repasse dos recursos a 1.810 municípios, referentes à certificação de 7.236 equipes, totalizando mais de R$ 148 milhões, referentes aos meses de abril, maio, junho e julho. A partir de agosto, serão transferidos, mensalmente, mais de R$ 37 milhões.
 
O processo de certificação dessas primeiras equipes, que determinou o volume de recursos a serem transferidos aos municípios, foi composto por três partes: uso de instrumentos autoavaliativos (o que corresponde a 10% da avaliação); desempenho em resultados do monitoramento dos 24 indicadores de saúde firmados no momento da adesão ao Programa (responsável por 20% da avaliação); e desempenho nos padrões de qualidade verificados in loco por avaliadores externos (que corresponde a 70% da nota de avaliação). Esse último quesito foi realizado por 45 instituições de ensino e pesquisa de todo o país, por meio de visitas às equipes de atenção básica participantes do PMAQ.
 
A avaliação in loco considerou elementos como: infraestrutura das unidades básicas de saúde, equipamentos, disponibilização de medicamentos, processo de trabalho das equipes, satisfação dos usuários, entre outros.
 
Em maio deste ano, o Ministério da Saúde iniciou uma avaliação in loco do trabalho de 17.304 equipes que atendem no Sistema Único de Saúde (SUS) – o equivalente a 53,3% do total de equipes de saúde da família no país (32.809) – que aderiram ao programa em 3.972 municípios brasileiros. Desse total de equipes, 12.165 já receberam visita dos avaliadores da qualidade, correspondendo a cerca de 70% de todas que participam do Programa.
 
Na avaliação, a opinião dos usuários também está sendo considerada no processo de certificação. Mais de 47 mil brasileiros já falaram de sua percepção a respeito de como anda a qualidade da atenção básica. Essa opinião será ponderada no momento da definição do volume de recursos financeiros a serem transferidos aos municípios.
 
As equipes são compostas por médico, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Há equipes que também oferecem assistência odontológica e são formadas por dentistas, auxiliar de consultório dentário e/ou técnico em saúde bucal.
 
O objetivo do PMAQ, criado em 2011, é incentivar os gestores a melhorar o padrão de qualidade da assistência oferecida aos usuários do SUS nas unidades básicas de saúde por meio das equipes de atenção básica à saúde. A meta é garantir um padrão de qualidade por meio de um conjunto de estratégias de qualificação, acompanhamento e avaliação do trabalho das equipes de saúde. O programa eleva os recursos do incentivo federal para os municípios participantes que melhorarem o padrão de qualidade no atendimento.
 
Equipes bem avaliadas poderão receber até R$ 11 mil adicionais, por mês. Hoje, cada equipe recebe do governo federal de R$ 7,1 mil a R$ 10,6 mil, conforme critérios socioeconômicos e demográficos, acrescidos ainda pelos recursos das equipes de saúde bucal e agentes comunitários de saúde.
 
 
Fonte(s): Blog da Saúde

Novo mínimo


30/08/2012 19:48

Congresso recebe projeto do Orçamento com mínimo de R$ 670 para 2013

Nesta sexta, o governo enviará os projetos de reajuste para servidores. Serão abertas 49 mil vagas no Executivo, no ano que vem.
Jonas Pereira/Agência Senado
Entrega do Orçamento 2013 ao Congreso. (E/D) deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS); senador João Ribeiro (PR-TO); ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; senadora Marta Suplicy (PT-SP); ministra do Planejamento, Miriam Belchior; presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP); e senador Romero Jucá (PMDB-RR), senador Waldemir Moka (PMDB-MS), senadora Ana Amélia (PP-RS), e senador Sérgio Souza (PMDB-PR).
Parlamentares e ministra Miriam Belchior (C) no ato de entrega da proposta orçamentária de 2013.
 
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013, que chegou ao Congresso nesta quinta-feira (30), prevê aumento do salário mínimo para R$ 670,95 a partir de primeiro de janeiro, 7,9% a mais do que o atual (R$ 622). A proposta foi entregue pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ao presidente do Congresso, senador José Sarney.
O governo também vai encaminhar ao Legislativo, nesta sexta-feira (31), data limite prevista em lei, os projetos que tratam dos reajustes salariais dos servidores públicos que fecharam acordos. Quase 1,7 milhão de servidores do Poder Executivo serão beneficiados, o que representa 93% do total. As categorias que não assinaram acordo terão de esperar até 2014, segundo a ministra.
"O anexo 5 do Orçamento prevê para Legislativo, Judiciário e Ministério Público a primeira parcela de 5% da proposta de 15,8% [de reajuste] que o governo fez à maior parte dos servidores públicos”, afirmou Belchior. “Também estão no anexo 5, R$ 2,6 bilhões correspondentes a novos servidores que entrarão na administração pública federal, nos diversos Poderes, e para a substituição de terceirizados a partir dos acordos feitos entre o governo federal e o Ministério Público."
A ministra do Planejamento revelou que serão abertas cerca de 49 mil vagas no Executivo, das quais 21 mil no Ministério da Educação, destinadas à expansão da rede de universidades e de institutos técnicos federais. Também estão previstas 2,7 mil vagas no Ministério da Fazenda, 2,3 mil no INSS e 1,5 mil na Polícia Federal.
Segundo ela, ainda não há um cronograma de concursos, mas esses ingressos deverão ocorrer no ano que vem. Em relação aos militares, está previsto um aumento de 30% em seus vencimentos no período de três anos.

Recursos
O governo ampliou, no Orçamento de 2013, os recursos destinados às áreas de saúde e educação, e aos programas Brasil sem Miséria e de Aceleração do Crescimento (PAC). A proposta orçamentária também destina quase R$ 2 bilhões para grandes eventos – como Copa do Mundo, Copa das Confederações, Jogos Olímpicos e a Jornada Mundial da Juventude –, dos quais R$ 1 bilhão será gasto com segurança.
A proposta reserva, ainda, mais de R$ 15 bilhões para a desoneração de novos setores da economia, que ainda serão definidos pelo governo. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, esse valor não inclui a redução de IPI prorrogada nessa quarta-feira (29) para automóveis, eletrodomésticos da linha branca, móveis e material de construção.
O relator do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), mostrou preocupação com o calendário de discussões e votações da proposta, em função do recesso branco no Congresso. Mas o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), assegurou que haverá tempo hábil para votar o projeto até o fim do ano.
Reportagem - Marise Lugullo/Rádio Câmara
Edição – Daniella Cronemberger

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'

Audiência pública


Saúde é tema de audiência pública do PPAG
 
As Comissões de Saúde e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizam nesta quarta-feira (5/9/12), às 9 horas, no Auditório, audiência pública de Monitoramento da Rede de Atenção à Saúde. Solicitada pelos deputados Carlos Mosconi (PSDB) e Célio Moreira (PSDB), o objetivo é acompanhar o desenvolvimento das ações do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG 2012-2015), no exercício de 2012.

A Rede de Atenção à Saúde é composta pelos quatro programas estruturadores Saúde Integrada, Redes Integradas de Serviços de Saúde, Saúde em Casa e Saneamento para Todos, e pelos associados Atenção à Saúde e Segurança Alimentar.

O PPAG é elaborado pelo Governo do Estado para apresentar a previsão dos gastos orçamentários e estabelecer os objetivos, as metas e os investimentos da administração pública em setores específicos, tais como como saúde, educação, dentre outros. As audiências públicas de monitoramento do Plano são realizadas pela ALMG, em parceria com o Poder Executivo, a fim de obter informações sobre o andamento dos programas, criando um espaço de debate sobre as dificuldades enfrentadas e os principais resultados alcançados.

Foram convidados para participar da audiência pública o subsecretário de Políticas e Ações de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde e gerente do Programa Estruturador Redes Integradas de Serviços de Saúde, Maurício Rodrigues Botelho; o secretário-adjunto de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana e gerente do Programa Estruturador Saneamento para Todos, Alencar Santos Viana Filho; os gerentes dos programas Estruturador Saúde Integrada, Marta de Sousa Lima; Saúde em Casa, Wagner Fulgêncio Elias; Associado Atenção à Saúde, Cássia Maria Gonçalves França; Associado Atenção à Saúde, Francisco Antônio Tavares Júnior; e Associado Segurança Alimentar, Wilze Diniz Soares.

Mito x verdade


Reduza o refrigerante


Dados de 2004 indicavam o Brasil como o terceiro maior produtor de refrigerantes ficando somente atrás dos Estados Unidos e do México, segundo a Beverage Marketing Corporation. A participação do Brasil no mercado de produção de refrigerantes vem acompanhada do aumento do consumo pela população brasileira dessa bebida. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE), a presença dos refrigerantes na mesa do brasileiro está aumentando com o passar das décadas sendo que ela assumiu a quinta posição dos alimentos mais consumidos pela nossa população. De acordo com a mesma pesquisa, os refrigerantes estão na frente de alimentos como laranja, banana, carne, peixes e leite integral.

Os refrigerantes apresentam 88% de água e, o restante da bebida é composta por açúcar ou adoçante, acidulantes, corantes, conservantes, realçadores de sabor e cafeína (nas bebidas à base de cola). Presente em festas, na praia, no happy hour, em casa e em qualquer tipo de evento essa bebida é envolvida por mitos e verdades, confira algumas delas abaixo:

O refrigerante é rico em sódio. 
Mito. Um copo de refrigerante de 200 ml contém de 1 a 2 % dos valores diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal. Esse é um valor muito baixo para poder provocar retenção de líquidos ou inchaço, sede intensa, hipertensão e problemas renais.

Refrigerante em excesso pode levar ao aparecimento da osteoporose. 
Verdade. Os refrigerantes, especialmente os à base de cola, contam com uma grande quantidade de ácido fosfórico (acidulante rico em fósforo). Este ácido se liga com o cálcio, podendo provocar o enfraquecimento dos ossos e o aparecimento da osteoporose.


É incorreto consumir refrigerante com a refeição. 
Verdade. Ingerir refrigerante junto com a refeição dilata o estômago e isso prejudica a digestão, pois ela fica mais lenta. Para que isso não ocorra, o consumo deve ser de um copo pequeno (200 ml) quando feito com as refeições.

O gás do refrigerante atrapalha a perda de peso. 
Verdade. O gás presente na bebida cria uma falsa sensação de saciedade, fazendo com que a fome apareça mais rapidamente, e podendo levar a um excesso alimentar durante o dia e consequentemente o aumento de peso.

Os refrigerantes diet, light e zero estão liberados na dieta porque não tem calorias. 
Mito. O consumo frequente de refrigerante pode provocar flatulências e agravar casos de gastrite. Lembrando que o consumo em excesso de cafeína presentes nos refrigerantes à base de cola pode causar sintomas como irritabilidade, ansiedade, agitação, dor de cabeça e insônia.

O aumento do consumo de refrigerantes e o baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas e sucos naturais podem levar ao consumo excessivo de açúcar. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009) de 1974-1975 a 2008-2009, a prevalência de excesso de peso em adultos aumentou em quase três vezes no sexo masculino (de 18,1% para 50,1%) e em quase duas vezes no sexo feminino (de 28,7% para 48,0%). No mesmo período, prevalência de obesidade aumentar em mais de quatro vezes para homens (de 2,8% para 12,4%) e em mais de duas vezes para mulheres ( de 8,0% para 16,9%).

A alimentação adequada tanto para manter quanto para ganhar peso deve conter frutas, legumes, verduras e cereais integrais, deixando de lado alimentos ricos em açúcar, como os refrigerantes tradicionais e, também, as versões light e zero que causam falsa sensação de saciedade e, ao mesmo tempo, não fornecem nutrientes importantes para o organismo como vitaminas e sais minerais.

Andréia Manetti Previero
Nutricionista do Dieta e Saúde
CRN3 34975/P

Unidade especializada


Posted: 31 Aug 2012 03:54 AM PDT
Unidade oferecerá tratamento hormonal, cirurgias plásticas, atendimento psicológico e cirurgia de mudança de sexo

O estado de Pernambuco, condenado pela Justiça a pagar uma operação de implantação de pênis a uma pessoa nascida como mulher e já registrada legalmente como homem, anunciou que criará um centro especializado para esse tipo de cirurgias.

O secretário de Saúde de Pernambuco, Antonio Carlos Figueira, assinalou em comunicado que essa unidade, que funcionará dentro de um hospital público, atenderá transexuais e travestis femininos e masculinos.

A unidade oferecerá tratamento hormonal, cirurgias plásticas, atendimento psicológico e cirurgia de mudança de sexo, entre outros serviços Embora em 2008 o Governo Federal tenha aprovado um decreto que obriga os hospitais públicos a oferecer gratuitamente cirurgias de mudança de sexo, a decisão das autoridades pernambucanas parece ter sido motivada por uma recente decisão judicial que obriga o governo a pagar a operação de um cidadão do estado.

O beneficiado é o professor de educação física Alexandre Emanuel, de 45 anos, que nasceu com genitais femininos, mas que há mais de 13 anos adotou identidade masculina, e será operado em um hospital de Goiás, pois em Pernambuco não há médicos especializados para esse tipo de intervenção.

Emanuel, que já tem uma aparência de homem graças a tratamentos com hormônios e algumas cirurgias plásticas, obteve o direito de registrar seu nome masculino e o único que lhe falta para completar o processo de transformação é a implantação de um pênis.

Pernambuco ainda não se pronunciou sobre a decisão judicial alegando não ter sido notificado, mas a Secretaria de Saúde esclareceu que quem desejar mudar de sexo já não terá que viajar para outra cidade para fazê-lo. O centro especializado funcionará em um hospital público ainda não definido e iniciará operações em seis meses, segundo Figueira.

A secretaria de Saúde esclareceu que o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco chegou a oferecer cirurgias de mudança de sexo, mas teve que suspender esse serviço há seis meses por falta de médicos especializados. O governo instituiu o Comitê Técnico de Saúde Integral para Lésbicas, Homossexuais, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que definirá o perfil e a implantação do centro médico e psicológico.

Segundo a diretora de Políticas Estratégicas da Secretaria de Saúde, Andreza Barkokebas, o centro especializado transformará Pernambuco no segundo estado do Brasil, depois de São Paulo, a contar com uma unidade de referência para mudança de sexo com certidão do Ministério da Saúde.

A funcionária disse que vários estados oferecem a cirurgia em hospitais públicos, mas só São Paulo tem uma unidade especializada reconhecida pelo Ministério. Emanuel comemorou a decisão

— Recebo essa decisão com muita alegria porque evitará que outros sofram o mesmo que eu sofri.

O professor de educação física, que em cirurgias anteriores retirou as mamas, os ovários e o útero, deseja agora que os médicos lhe implantem um pênis.

Fonte R7

Cartilha para futuras gestantes


Posted: 31 Aug 2012 05:37 AM PDT
Texto lançado por federação médica destaca a importância do ácido fólico. Suplementação até o 1º trimestre previne anencefalia e espinha aberta.

Uma cartilha destinada a todas as mulheres do país que pretendem engravidar e outra para os médicos que devem orientar as pacientes são lançadas nesta quinta-feira (30) pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), durante congresso em São Paulo.

O texto foi baseado em uma orientação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

O objetivo é destacar a importância de as mulheres tomarem suplemento de ácido fólico para evitar até 75% das malformações no tubo neural do feto, como anencefalia – quando o bebê não tem cérebro – e espinha bífida – quando a coluna vertebral não se fecha por completo e a medula fica exposta para fora do corpo. Outro defeito menos comum é a encefalocele, em que a abertura do tubo neural acontece no crânio, deixando uma protuberância na cabeça com líquido e massa cerebral.

Em abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por oito votos a dois, que abortar um feto sem cérebro não é crime. A partir daí, a Febrasgo decidiu levantar o tema, na tentativa de impedir que um feto anencéfalo chegue a se formar. Para isso, a entidade propõe que os ginecologistas falem sobre o assunto em qualquer consulta de rotina, como o papanicolaou. Cerca de 3 milhões de folhetos devem ser distribuídos nos consultórios brasileiros.

Segundo o presidente da Comissão de Medicina Fetal da federação, Eduardo da Fonseca, é recomendado que a paciente faça, com supervisão médica, uma suplementação oral de 400 microgramas de ácido fólico por dia, pelo menos um mês antes da gestação e durante os três primeiros meses. Com o objetivo de fixar esse compromisso na cabeça da mulher, alguns ginecologistas já indicam o composto três meses antes.

"A formação do sistema nervoso central do feto ocorre nas primeiras quatro a seis semanas. Então, quando a mulher descobre que está grávida, o cérebro do bebê já está estruturado. A maioria das pacientes chega ao consultório com dois meses", destaca Fonseca.

O médico diz que 58% das brasileiras ainda não planejam a gravidez e, entre as futuras mães que se programam, apenas 10% ingerem ácido fólico, também chamado de vitamina B9. Dessa pequena parcela, só 4% tomam os comprimidos na dosagem correta.

Além da forma sintética, que na opinião dos médicos é mais bem aproveitada pelo organismo, o ácido fólico é encontrado na natureza – em alimentos como milho, trigo, folhas escuras, feijões, fígado, gema de ovo, laranja, abóbora e pêssego – e enriquecido desde 2004 em pães e outros produtos à base de farinha, cuja lei no país também prevê adição de ferro para prevenir anemia.

"Essa substância consumida naturalmente é mal absorvida: apenas 50% dela age no corpo. E, com a vida moderna, a mulher acaba não conseguindo obter isso apenas pela dieta", diz o presidente da comissão da Febrasgo.

Como o ácido fólico age
A vitamina B9 ajuda na multiplicação das células, no DNA e no fechamento do tubo neural do feto, segundo Fonseca. Além disso, tem papel importante na imunidade da mãe e no desenvolvimento da hemoglobina – pigmento vermelho do sangue – e das proteínas estruturais do bebê, como o colágeno (presente na pele e nas cartilagens) e a queratina (nas unhas e cabelos).

Em caso de baixa dosagem, como não tomar os comprimidos corretamente, o ácido fólico não tem efeito. Já em uma situação de superdosagem, acima de 1.000 microgramas por dia, estudos experimentais com camundongos indicam que o bebê pode nascer abaixo do peso, ou seja, com menos de 2,5 kg.

"Pesquisas internacionais apontam que recém-nascidos magrinhos podem se tornar adultos mais propensos a problemas como infarto, AVC, trombose, obesidade, diabetes e síndrome metabólica", enumera o médico.

Incidência do problema e fatores de risco
Segundo a Febrasgo, seis em cada dez mil bebês que nascem no Brasil apresentam algum defeito no tubo neural. Na população geral, essas malformações atingem cerca de 0,1%.

Crianças com anencefalia morrem em 100% das ocorrências, de acordo com Fonseca. Já os pequenos com espinha bífida sobrevivem, mas acabam tendo dificuldade para andar, aprender e controlar a urina e as fezes, entre outras complicações.

Para minimizar os prejuízos da medula exposta, logo após o nascimento é feita uma operação para fechar a abertura. Quando há hidrocefalia – presença de líquido em excesso dentro do crânio –, é realizada uma drenagem em direção ao abdômen.

Em 95% das gestações, não há fatores de risco para a mulher ter um bebê com esses problemas. Os outros 5% estão ligados a histórico prévio de gravidez de anencéfalo e uso de remédios anticonvulsivantes por pacientes com epilepsia – aí a dose precisa ser mais alta, chegando até 4 miligramas por dia.

Além desses fatores de risco, há a obesidade, a diabetes tipo 1 e a cirurgia de redução de estômago, que diminui o nível de absorção de nutrientes pelo organismo. A idade da mulher não influencia esse tipo de malformação no feto, mas adolescentes costumam se alimentar pior e podem ter mais deficiência de ácido fólico.

Estudos no Brasil
Fonseca, que vive na Paraíba, analisou quase 500 mulheres no Nordeste e observou que cerca de 15% delas usavam ácido fólico como prevenção antes e no início da gravidez.

Outro trabalho, feito em Pernambuco com 125 mil mulheres, mostrou que a inclusão de ácido fólico em farináceos não reduziu os defeitos no tubo neural. Mas, segundo o médico, isso pode ser explicado pelo fato de na região haver um maior consumo de farinhas não industrializadas.

O especialistas cita, ainda, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), realizada no ano passado com 300 mil mulheres, que aponta que a fortificação foi capaz de diminuir entre 35% e 40% os casos de problemas no tubo neural dos fetos.

Fonte G1
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Fase terminal


Posted: 01 Sep 2012 04:45 AM PDT
Brasília – A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que trata dos limites terapêuticos para doentes em fase terminal foi publicada ontem (31) no Diário Oficial da União. As regras, quem vigoram a partir desta sexta-feira, estabelecem critérios para o uso de tratamentos considerados invasivos ou dolorosos em casos nos quais não há possibilidade de recuperação. Na prática, o paciente vai poder registrar no próprio prontuário a quais procedimentos médicos quer ser submetido no fim da vida.

A chamada diretiva antecipada de vontade consiste no registro do desejo do paciente em um documento, que dá suporte legal e ético para o cumprimento da orientação. O testamento vital é facultativo e poderá ser feito em qualquer momento da vida – inclusive por pessoas em perfeita condição de saúde – e poderá ser modificado ou revogado a qualquer instante.

De acordo com a Resolução 1.995/12, novos recursos tecnológicos permitem a adoção de “medidas desproporcionais que prolongam o sofrimento do paciente em estado terminal, sem trazer benefícios”.

O texto destaca ainda a inexistência de regulamentação sobre diretivas antecipadas de vontade do paciente no contexto da ética médica brasileira.

Código de Ética Médica, em vigor desde abril de 2010, veda ao profissional de saúde abreviar a vida, ainda que a pedido do paciente ou de um representante legal – prática conhecida como eutanásia. Entretanto, é previsto que, nos casos de doença incurável e de situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico pode oferecer cuidados paliativos disponíveis e apropriados (ortotanásia).

Quinta-feira (30), por meio de nota, o CFM informou que o instrumento da diretiva antecipada de vontade “não tem qualquer relação com a eutanásia, prática condenada pelos médicos brasileiros e pelo Conselho Federal de Medicina e que constitui crime e como tal deve ser combatido e punido”.

Fonte Agência Brasil

Saúde x Eleições


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A Saúde nas eleições 2012
Cebes e Blog Saúde Brasil promovem ciclo de Twitcams sobre desafios e perspectivas de avanço do SUS nas eleições municipais. Gilson Carvalho abre o ciclo nesta segunda (3/9), a partir das 20h.



Vivemos mais um processo eleitoral na jovem democracia brasileira. No próximo dia 7 de outubro, brasileiros de todos os municípios escolherão seus novos prefeitos e vereadores para os próximos quatro anos.

Se, em eleições anteriores, as temáticas do emprego e da segurança predominavam entre as preocupações dos eleitores, as pesquisas desse ano mostram que a Saúde é considerada a grande prioridade. Diante desse cenário, consideramos fundamental que o debate sobre a Saúde nessas eleições consiga ultrapassar o nível das promessas e mesmo de propostas focais.

Como viabilizar a efetivação da política pública de Saúde nos municípios? Como escapar das armadilhas da “governabilidade” nas secretarias municipais de Saúde? Como fazer a disputa ideológica pela saúde como direito, e não como mercadoria? Como avançar na valorização dos profissionais de saúde? Como reduzir as influências de governo em uma política de Estado? Como integrar a política de saúde às demais políticas sociais? Como ampliar a solidariedade entre os municípios consolidando as redes regionais de saúde? Como exercer a democracia para além do voto a cada dois anos?

Em busca de respostas, ou pelo menos de apontamentos que ajudem a clarear essas e outras questões que atravessam e determinam o avanço (ou o retrocesso) do SUS no Brasil, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde e o Blog Saúde Brasil convidaram importantes pensadores e atores políticos que militam pela saúde para construir um amplo debate, destinado não apenas aos defensores do SUS, mas também àqueles que se colocam como candidatos nessas eleições.

Gilson Carvalho abre o ciclo de debates nesta segunda-feira (3/9)

Para inaugurar esse ciclo de debates, o Blog Saúde Brasil e o Cebes convidaram o médico pediatra e de saúde pública Gilson Carvalho, histórico militante do SUS e assessor da Comissão de Financiamento do Conselho Nacional de Saúde. O debate acontecerá na segunda-feira (3/9) a partir das 20h.

Como Participar da twittcam:

O vídeo será divulgado nas páginas principais do Cebes e do Blog Saúde Brasil. É possível também acessar o vídeo e o bate-papo (usando perfil no twitter ou facebook) através do link: http://www.livestream.com/saudecomdilma

Para fazer perguntas é possível:

- enviar email para saudecomdilma@gmail.com;

- Perguntar diretamente no chat do livestream, usando perfil no twitter ou facebook  (http://www.livestream.com/saudecomdilma).

Reflexão


Uma gota d'água





Uma gota d'água




Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d'água?

Sim, uma pequena gota d'água equilibrando-se na ponta de um frágil raminho...

Com graciosidade, a gotícula desafia a lei da gravidade, se balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor.

São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai.

É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo.

Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis.

Um dia, um jornalista que a entrevistava lhe disse que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d'água no oceano.

E aquela pequena sábia mulher lhe respondeu: Sim, meu filho, mas sem essa gota d'água o oceano seria menor.



* * *


Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda, pois, sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela...

Um aperto de mão, em meio à correria do dia a dia...

Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para não cair nas malhas do desespero...

Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo.

Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.

Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira.

O silêncio, frente a ignorância disfarçada de ciência...

A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.

Um olhar de ternura para quem pena na amargura.

Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d'água, que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.

Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a Humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.

Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma...

Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto...

Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...

Todas essas são atitudes que embelezam a vida.

E se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d'água no oceano, responda, como Madre Tereza de Calcutá, que sem essas gotas o oceano de amor seria menor.

E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.



* * *


Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor.

Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor.

Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.

Pense nisso!

E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício.

Lembre-se da minúscula gota d'água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.

E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d'água que, com insistência e perseverança, conseguem esculpir a mais sólida rocha.



Redação do Momento Espírita.

Alerta!!!!!!!!!!!!


"Mulheres devem ter consciência de que o câncer de mama pode ocorrer em qualquer idade", diz oncologista

02/09/2012 - 07h00 | do UOL Notícias
 
 
Thinkstock
 
 
As mulheres devem conhecer os próprios seios e prestar atenção não apenas em possíveis caroços, mas também mudanças na cor ou no formato nos mamilos, secreções ou qualquer outra alteração 

Do UOL
Em São Paulo 
 
Médicos de diferentes países ainda discutem sobre os riscos e benefícios de se pedir mamografias regulares a mulheres com idade entre 40 e 49 anos, já que o risco de ter a doença nessa faixa etária é menor que o da população acima dos 50. E como diagnosticar o câncer de mama precocemente antes dos 40, então?
A resposta para essa questão não é fácil, mas pode ser resumida em duas palavras: informação e autoconhecimento. A opinião é do oncologista canadense Sunil Verma, professor assistente da Universidade de Toronto e integrante do movimento Rethink Breast Cancer (rethinkbreastcancer.com). O projeto é voltado para mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama ou simplesmente preocupadas com a doença.
“As mulheres devem ter consciência de que o câncer de mama pode ocorrer em qualquer idade”, afirma o oncologista, que esteve semana passada em São Paulo. O objetivo do médico não é criar pânico – afinal, o câncer em mulheres jovens (com menos de 40 anos) é pouco comum. Segundo Verma, representa cerca de 15% do total de casos.
Mas ter essa noção pode ser fundamental para tratar a doença a tempo, caso ela aconteça. "As mulheres precisam de empoderamento - ter informação, educação e saber que é preciso fazer exames de prevenção", acredita. "Costumo dizer às pacientes que ninguém conhece melhor o corpo delas do que elas próprias."
O principal conselho do oncologista é olhar-se no espelho, conhecer os próprios seios e prestar atenção não apenas em possíveis caroços, mas também mudanças na cor ou no formato nos mamilos, secreções ou qualquer outra alteração. Essa autoconsciência é o que muitas vezes leva alguém a detectar a doença em estágios precoces, quando há mais opções de tratamento e chances de sucesso.
Quem possui casos da doença na família deve ter atenção redobrada, mas a proporção de mulheres que desenvolvem câncer por causa de uma mutação genética herdada é muito pequena.
O movimento Rethink Breast Cancer tem usado campanhas criativas para conscientizar mulheres jovens da importância de conhecer o próprio peito, observá-lo e tocá-lo com frequência.  No ano passado, por exemplo, lançou um aplicativo para iPhone e Android que faz rapazes bonitões e sem camisa pipocarem na tela regularmente, lembrando a usuária de checar os seios.
  • O movimento Rethink Breast Cancer lançou no ano passado um aplicativo para celular que faz homens bonitões lembrarem a usuária de tocar nos seios o observá-los com regularidade
Números
De acordo com Verma, os casos de câncer de mama em jovens não têm aumentado. “Mas eles ocorrem e é preciso ter consciência disso”, enfatiza.
No Brasil, não existem estatísticas que indiquem o número de mulheres afetadas pela doença antes dos 40 anos. Mas o médico Ronaldo Corrêa da Silva, técnico da divisão de detecção precoce do Instituto Nacional de Câncer (Inca), também afirma que não há aumento de casos nessa população.
Mas então por que as pessoas, e mesmo alguns oncologistas, têm a sensação de que hoje é mais fácil encontrar mulheres na faixa dos 30 anos com a doença? O técnico explica que, se nos países desenvolvidos 80% dos casos ocorrem após os 50 anos, em países em desenvolvimento essa proporção pode ser um pouco diferente, já que o percentual de jovens é bem maior.
“O levantamento de um hospital pode indicar que houve mais atendimentos a pacientes jovens, mas esse dado não pode ser aplicado à população daquela cidade ou Estado”, acrescenta, também.
Além disso, ele lembra que mulheres em idade fértil em geral são mais ativas em relação à prevenção de doenças; elas vão mais ao médico e fazem mais exames. “O que se vê é que mulheres mais velhas, que são as que têm mais risco, são as que menos fazem mamografias”, observa.
O técnico do Inca explica que a indicação de exames para prevenção do câncer antes dos 40 em geral ocorre apenas para aquela parcela pequena de pacientes que têm histórico familiar. “Mesmo para essas mulheres, no entanto, ainda não existe consenso sobre qual o tipo de exame mais indicado.”
Silva esclarece que evitar exames desnecessários não é só uma questão de economia. “Há risco de falsos positivos, de encontrar tumores que jamais cresceriam e mesmo o risco de se induzir um câncer pela exposição à radiação”, diz.
  • Praticar 40 minutos de atividade física quatro vezes por semana previne o câncer e ajuda a evitar a recorrência do tumor em quem já teve a doença
Acima de tudo, é importante que as mulheres visitem o ginecologista anualmente para fazer o exame clínico das mamas. A partir da análise do histórico da paciente e dos fatores de risco, o médico pode decidir qual exame pedir e quando. E, como o oncologista canadense, o médico do Inca destaca a importância do autocuidado ("que não deve ser confundido com autoexame").

Prevenção
Assim como a atenção a possíveis alterações nos seios, é importante que as mulheres conheçam os fatores de risco para o câncer, como o sedentarismo.
“Quarenta minutos de atividade física quatro vezes por semana ajuda a prevenir a doença e, em mulheres que já tiveram câncer, evitar a recorrência”, informa Verma.
Evitar o excesso de álcool, limitando o consumo a no máximo quatro doses por semana, é outra medida citada pelo oncologista.
Quanto à dieta, Verma acredita que a moderação é a palavra de ordem. É recomendável evitar o excesso de carne vermelha, por exemplo, mas não é preciso cortar o alimento do cardápio.
O único alerta que o médico faz para mulheres que já foram diagnosticadas, ou que têm risco alto de ter a doença, é evitar produtos à base de soja, que são ricos em fitoestrógenos.
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