No Dia Internacional da Talassemia, associação alerta para os perigos da doença
Uma em cada vinte pessoas não sabe que é portador da talassemia; SUS oferece exames para diagnóstico
do BOL, em São Paulo
Nesta terça-feira (8), Dia Internacional da Talassemia, a ABRASTA
(Associação Brasileira de Talassemia), inicia uma campanha de
conscientização sobre a doença. A enfermidade é provocada por falha
genética e altera a produção de hemoglobina no corpo, proteína
responsável pelo transporte de oxigênio para todas as células, tecidos e
órgãos do corpo humano.
A doença pode se manifestar de duas formas – alfa e beta – e é divida
em três níveis distintos: minor, intermediária e major. A forma minor
produz uma anemia leve e pode passar assintomática ao portador. Já no
grau mais severo da talassemia, complicações sérias podem aparecer:
problema nos ossos, atraso no crescimento, aumento do baço e até a
necessidade de transfusões de sangue periódicas podem surgir.
Os números são expressivos: uma em cada vinte pessoas não sabe que é
portadora da doença. A ABRASTA deseja aumentar o conhecimento da
população para o diagnóstico da enfermidade, que pode afetar as gerações
futuras dos indivíduos portadores. Pessoas com talassemia, ao se
relacionarem com outros portadores do gene, podem gerar filhos com a
forma mais grave da doença. De acordo com dados da associação, quase
três milhões de pessoas podem ter descendentes talassêmicos graves.
"Um portador de talassemia minor pode passar a vida toda sem saber
disso. É aí que mora o problema. Um casal com traços talassêmicos tem
25% de chance de gerar uma criança com talassemia major", diz Merula
Steagall, presidente da ABRASTA.
Fique por dentro
A associação distribuirá folders informativos em hospitais das capitais
de todo o país e realizará palestras em faculdades de medicina. Confira
a programação.
Para descobrir se é portador da talassemia, o indivíduo deve deve
procurar um hematologista e fazer o exame de eletroforese de hemoglobina
ou o teste molecular. Ambos são oferecidos pelo SUS (Sistema Único de
Saúde).
Ajude
Além da conscientização, no Dia Internacional da Talassemia, a ABRASTA
faz um apelo para que a população doe sangue e assim não falte estoque
para os talassêmicos. “Infelizmente, as milhares de pessoas que dependem
do sangue para sobreviver ainda correm o risco de não encontrar seu
tipo sanguíneo disponível nos hemocentros. Essa situação precisa mudar”,
afirma Merula Steagall.
R.Pamplona, 518 - 5º andar - Jd. Paulista - São Paulo (SP)
Tels: (11) 3149 5190 - 0800 773 9973
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