Posted: 10 May 2013 07:29 AM PDT
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| Foto USGS Imagem da Rhizophora mangle que apresentou resultados promissores contra doenças como úlcera, inflamação e diabetes |
Uma pesquisa em andamento na Universidade Estadual Paulista (Unesp)
busca avaliar a segurança e a eficácia de extratos de 20 plantas
medicinais no tratamento de doenças como úlcera, colite, doença
inflamatória intestinal, dores crônicas, inflamação, câncer e diabetes.
Na primeira fase do trabalho, coordenado por Wagner Vilegas, foram
extraídos os princípios ativos presentes nas espécies. As moléculas
foram isoladas e tiveram sua estrutura caracterizada. Em seguida, foram
feitos experimentos in vitro e em roedores para avaliar a ação
terapêutica e possíveis efeitos adversos.
O objetivo da pesquisa, de acordo com Vilegas, é ampliar as opções
disponíveis na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao
Sistema Único de Saúde (Renisus). Divulgada em 2009 pelo Ministério da
Saúde, essa listagem traz 71 plantas com potencial para gerar produtos
de interesse para a rede pública de saúde.
Com base nos experimentos, o grupo de pesquisadores selecionou extratos
das seis espécies mais promissoras para uma investigação aprofundada.
A Serjania marginata e a Machaerium hirtum demonstraram ação
gastroprotetora, analgésica e anti-inflamatória, sem efeito mutagênico
ou tóxico. Já a Rhizophora mangle e a Hymenaea stigonocarpa mostraram
potencial terapêutico para o tratamento de doença inflamatória
intestinal. As espécies Myrcia bella e a Bauhinia holophylla
apresentaram resultados experimentais promissores para tratamento do
diabetes.
"Pretendemos investigar melhor os mecanismos de ação dos princípios
ativos presentes nessas espécies. O interessante seria descobrir um
mecanismo de ação diferente daqueles existentes nos medicamentos já
comercializados", explicou o coordenador.
Na próxima etapa da pesquisa, serão realizados estudos para avaliar se
há alterações sazonais ou geográficas nos extratos das espécies
estudadas, ou seja, se a quantidade de princípios ativos varia de acordo
com o local em que a planta foi cultivada ou de acordo com a época do
ano em que foi colhida.
"Estamos fazendo o cultivo em campo dessas espécies, pois, para produzir
extratos padronizados, é importante avaliar se a planta fornece
matéria-prima para a produção dos fitoterápicos em quantidade suficiente
ao longo de todo o ano. Se não for possível manter a regularidade do
fornecimento, não será viável transformá-las em produtos fitoterápicos",
disse Wagner Vilegas.
Com informações da Unesp
Fonte isaude.net

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