domingo, 25 de setembro de 2011

Agentes da saúde do DF decretam greve por tempo indeterminado

Posted: 21 Sep 2011 06:06 PM PDT

Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil


Serviços básicos vão ser mantidos por 30% da categoria. Campanha de combate à dengue pode ser suspensa, diz sindicato

Portal G1 - Agentes da saúde e vigilantes ambientais do Distrito Federal decretaram greve por tempo indeterminado no fim da manhã desta segunda-feira (19). Cerca de 300 pessoas participam da manifestação em frente ao Palácio do Buriti. Os agentes alegam que as propostas de gratificações e titulações feitas pela Secretaria de Saúde em julho deste ano ainda não foram cumpridas.

O Distrito Federal tem cerca de 1.500 agentes de saúde e vigilantes ambientais. De acordo com o vice-presidente da Associação dos Agentes Comunitários da Saúde do Distrito Federal (AACS-DF), Uziel Melo, apenas 30% dos servidores vão trabalhar para manter os serviços básicos.

"Estamos decretando a paralisação das atividades porque o governo fez um acordo em julho, mas a Secretaria de Saúde não cumpriu", disse Melo.

Os agentes da saúde e vigilantes ambientais são responsáveis pela triagem do Bolsa Família no DF; pela busca de foco da dengue; promoção educativas de doenças endêmicas, e pelos grupos de hipertensão e diabetes.

Segundo Uziel Melo, a campanha de combate à dengue, que está prevista para iniciar nesta terça-feira (20), pode ser suspensa. "A chuva vai começar e o bicho vai pegar", enfatizou.

Na semana passada, um grupo de 200 agentes da saúde e vigilantes ambientais realizaram manifestação pedindo uma posição do governo. Na época, o governador Agnelo Queiroz afirmou que o que os agentes comunitários de saúde pedem uma mudança do regime de CLT para estatutário.

"Isso é algo impossível de ser cumprido. Não vamos editar nenhuma medida ilegal só para agradar a classe sabendo de um questionamento jurídico posterior que derruba tudo por terra. O tempo da ilegalidade acabou", afirmou o governador em entrevista no dia 14 de setembro.

O vice-presidente ainda afirmou que os trabalhadores querem ser reconhecidos pelo governo. "A categoria não é tratada como servidor nem como estatutário. Somos tratados como garis da saúde”, disse.

Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS

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