segunda-feira, 5 de março de 2012

Aos 40 anos

Maternidade após os 40 anos


5/3/2012

Maternidade após os 40 anos
Stock photos

Ovodoação e congelamento de óvulos estão entre os procedimentos mais procurados nas clínicas de Reprodução Assistida

Realização profissional, busca pelo parceiro ideal ou estabilidade financeira. Estes são apenas alguns dos motivos que tem levado grande parte do público feminino a adiarem a gestação. O fato é que a maternidade tardia tem aumentado os índices de gravidez depois dos 40 anos e, apesar de não ser uma regra, muitos casos são resultado dos tratamentos de Reprodução Assistida.

É que após os 35 anos, a fertilidade feminina diminui naturalmente e, segundo pesquisas na área, a mulher perdeu em torno de 88-90% do seu potencial reprodutivo por volta dos 40 anos, ou seja, a probabilidade de uma gravidez natural nessa idade é de cerca de 10-12%, em comparação a uma paciente no auge de seu potencial reprodutivo. Além disso, com o passar da idade podem surgir doenças que comprometem a fertilidade.

“Diferente do homem, que produz novos espermatozoides constantemente, a mulher já nasce com o número de óvulos que vai ter ao longo de toda a vida. Isso significa que, com o passar do tempo, diminui tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos”, declara Dr. Paulo Bianchi, especialista em Reprodução Humana e Coordenador da unidade Huntington no Hospital Samaritano. “Consequentemente tanto as chances de gravidez natural quanto às taxas de gestação através de tratamentos de Reprodução Assistida usando óvulos próprios caem com a idade”.

OVODOAÇÃO

A ovodoação (doação de óvulos) é uma das alternativas para as mulheres acima de 40 anos que não apresentam mais óvulos de boa qualidade, ou que já não tem mais óvulos nos ovários. O tratamento consiste na utilização de óvulos de uma doadora anônima (doadora e receptora dos óvulos não se conhecem), que passa por um processo de investigação de antecedentes médicos pessoais e familiares para só então ser liberada para o tratamento.

Uma vez selecionada (de forma anônima), a doadora recebe medicações para estimulação ovariana e é acompanhada com exames de ultra som e sangue até seus óvulos ficarem maduros, quando então são colhidos através de punção vaginal guiada por ultra som e sob anestesia.

“O processo, geralmente, é simultâneo e sincronizado. Ao mesmo tempo em que a doadora recebe medicações para estimular os ovários, a receptora também é medicada para preparar seu útero (endométrio) para receber os embriões, formados pela fertilização dos óvulos doados pelos espermatozóides do parceiro da receptora. É importante esclarecer que os óvulos são fertilizados e os embriões cultivados em laboratório por 3 a 5 dias, para então serem transferidos para a receptora. O teste de gravidez é feito 10 -12 dias depois, para verificar se a paciente está grávida”, diz o especialista.

CONGELAMENTO DE ÓVULOS

Com o avanço das técnicas de Reprodução Assistida as mulheres ganharam uma alternativa para preservar sua fertilidade, quando esta ainda estiver no seu auge. Aquelas que desejam ou necessitam adiar a maternidade, por questões pessoais ou de saúde, podem congelar seus óvulos ainda jovens e programar o momento mais oportuno para ter seus filhos.

A técnica já alcança 40% de sucesso em média, um dado que transmite segurança e tranquilidade às mulheres que desejam se submeter ao procedimento. “Atualmente, já atingimos uma taxa próxima a dos tratamentos realizados com óvulos a fresco. Desta forma, o congelamento de óvulos é hoje uma opção real para preservação da fertilidade. Entretanto é recomendado que o procedimento seja realizado preferencialmente antes dos 37 anos, quando a técnica possui seus melhores resultados”.

“É importante esclarecer que o congelamento de óvulos não é garantia de gravidez futura. Ele permite apenas que o potencial reprodutivo ovariano de uma fase da vida da mulher seja mantido futuramente”, completa.

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