terça-feira, 6 de março de 2012

Mutirão

DF inicia mutirão de cirurgias para reconstrução mamária

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DA AGÊNCIA BRASIL

Até a próxima sexta-feira (9), 55 mulheres que tiveram câncer de mama e passaram por mastectomia serão atendidas em um mutirão de reconstrução mamária em hospitais públicos do Distrito Federal.

Ao todo, 40 cirurgiões voluntários e membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica vão realizar os procedimentos.

Joana Jeker dos Anjos, 35, foi diagnosticada com câncer de mama aos 30. Ela enfrentou sessões de quimioterapia, perdeu os cabelos e, por fim, passou pela mastectomia. Dois anos depois, conseguiu fazer a cirurgia de reconstrução da mama.

"É um recomeço de vida. Pra gente, mulher mastectomizada, ter a possibilidade de reconstruir a mama é como se o câncer tivesse finalmente ficado para trás e nós pudéssemos começar uma vida nova, plena, cheia de felicidade depois de tanto sofrimento com o câncer de mama", contou Joana, hoje presidenta da Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília (Recomeçar).

Segundo ela, a mulher que passa por uma mastectomia não se sente completa e, portanto, não consegue se inserir de forma plena na sociedade. A vida social, sobretudo, fica prejudicada. "É muito importante que as mulheres tenham esse direito assegurado pelo sistema público de saúde [SUS]", avaliou, ao lembrar que a reconstrução da mama não se dá em uma única cirurgia, mas em pelo menos duas ou três (cada uma avaliada em R$ 15 mil).

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz esteve presente na cerimônia de abertura do mutirão. Ele disse que, em 2011, cerca de 300 mulheres aguardavam na fila para fazer a reconstrução da mama.

Em 2011, 165 cirurgias foram realizadas --63 em um único dia também por meio de mutirão. Com isso, 120 mulheres permanecem na espera.

De acordo com o coordenador de Cirurgia Plástica da Secretaria de Saúde, Marcelo Gea, esse é o terceiro mutirão de reconstrução mamária realizado no Distrito Federal.

O tempo na fila, para muitas mulheres, segundo ele, era em torno de quatro a cinco anos. "A partir desse mutirão, a gente tem a expectativa de que a espera seja muito pequena e que, dentro de poucos meses, a paciente que chegar ao hospital consiga sua reconstrução", disse.

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