Vença um dos sete pecados da memória e deixe de perder objetos
da Livraria da Folha
No livro "Mentes Geniais" (Universo dos Livros, 2011), o campeão brasileiro de memorização Alberto Dell'Isola ensina técnicas e exercícios para desenvolver a capacidade do cérebro de registrar números, fatos ou qualquer outro tipo de informação.
Em um dos capítulos, o autor enumera e explica como superar os sete principais pecados da mente, como o bloqueio de memória e a sugestionabilidade, que nos fazem esquecer de coisas essenciais.
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De acordo com o autor, um dos erros que mais nos afeta no dia a dia é a distração, famosa pela perda de objetos como chaves ou óculos e por não lembrarmos das coisas que estávamos fazendo (veja abaixo).
Para vencer esta "falha", Dell'Isola ensina técnicas que consistem em criar vínculos com hábitos cotidianos, usar um objeto inesquecível para relacioná-lo a outros e deixar as sacolas de mercado todas juntas ao fazer compras, entre outros.
A obra também ensina maneiras eficientes para registrar números, datas, fórmulas, acontecimentos históricos e discursos. Sugere meios de vencer no poker, no xadrez e outros jogos, explica como aumentar a concentração, propõe formas de realizar resumos com eficácia e mostra como construir mapas mentais e outros organizadores gráficos.
Leia dois trechos de "Mentes Geniais" sobre a distração.
Provavelmente, você já cometeu esse pecado diversas vezes: esqueceu-se de onde deixou a chave do carro, de pagar uma conta ou até mesmo do motivo pelo qual abriu a geladeira. Ao contrário do que se pode imaginar, a distração não é uma falha de memória propriamente dita, pois se refere a eventos que não podem ser evocados pelo simples motivo de nunca terem sido registrados.
A distração está diretamente ligada à atenção e, em geral, acontece por dois motivos:
- Quando estamos realizando uma tarefa simultaneamente e acabamos por não prestar atenção em alguma delas.
- Quando estamos realizando alguma tarefa e alguma coisa ou alguém acaba por nos roubar a atenção.
Imagine que você não se lembra de onde colocou a chave do seu carro. Provavelmente, você chegou em casa do trabalho, cansado, e acabou não prestando atenção no local em que deixou a chave.
(...)
Para adotar a técnica de um objeto inesquecível é preciso, antes, eleger um objeto inesquecível. Então, faça isso! Esse objeto tem de ser especial, precisa possuir características que não lhe permitem esquecer dele. Em seguida, coloque todos os objetos que não podem ser esquecidos ao lado de seu objeto inesquecível.
Bem, voltemos ao exemplo do álbum de fotografia que eu fui buscar e me esqueci de trazer. Eu poderia ter eleito como objeto inesquecível a chave do meu carro. Ao sair da casa da minha tia, eu, inevitavelmente, buscaria a chave do carro, e ao me deparar com as chaves, veria o álbum e o buscaria.
Quando eu não possuía uma memória brilhante, sempre me esquecia de buscar alguma roupa ou até mesmo o celular no meu escaninho do vestiário. O motivo do esquecimento era claro: a utilização do escaninho não era diária, de modo eu os pecados da transitoriedade e da distração tinham mais chance de ocorrer. Atualmente, utilizo essa técnica quando vou à academia e preciso guardar alguma coisa. Ao colocar algum objeto no armário, sempre coloco junto algum objeto inesquecível, como as chaves de casa ou do carro. Assim, ao sair da academia, lembro-me de buscar tudo o que deixei no armário.
Lembre-se: até mesmo o campeão de memória utiliza estratégias externas de lembrança.

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