quarta-feira, 17 de julho de 2013

Banco de materiais

Materiais educativos sobre hanseníase têm acesso aberto

Publicada em
*Adriana Martins
 
Problema grave de saúde no Brasil, a hanseníase chama a atenção das autoridades públicas pelo número elevado de casos registrados pelo Ministério da Saúde: só em 2011 foram mais de 33 mil. Embora o Ministério tenha substituído, desde 1976, o termo lepra por hanseníase, a comunicação sobre a doença ainda representa um desafio no contexto dos serviços de saúde. Para contribuir com as práticas comunicativas vigentes no campo desse agravo, pesquisadores da Fiocruz lançaram o Banco de Materiais Educativos sobre Hanseníase em acesso livre.


 
A iniciativa pioneira reúne um acervo eletrônico com 276 materiais impressos, produzidos por instituições governamentais e não governamentais. O projeto é resultado da tese de doutorado A palavra & as coisas: produção e recepção de materiais educativos sobre hanseníase, defendida na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), em 2009, por Adriana Kelly Santos, sob orientação de Simone Monteiro, do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde (Leas) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
 
Adriana Kelly, atualmente pesquisadora do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), considera que "o banco representa uma contribuição para que as práticas de comunicação possam ser recuperadas e organizadas, otimizando ações e recursos no enfrentamento da hanseníase". Entre os produtos, há cartilhas, fôlderes, jogos, periódicos, cartões postais, adesivos, além de outros materiais, datados desde a década de 1970. O banco apresenta informações de cada material, indicados por formato, autores, objetivos, temas abordados, contendo, ainda, suas descrições detalhadas. 
 
O projeto não representa apenas uma organização sistemática de material, segundo afirmam as autoras do projeto, Adriana Kelly e Simone Monteiro. O objetivo é contribuir com a democratização da informação e a memória das práticas comunicativas promovidas por instituições governamentais e não governamentais do país. Além disso, a iniciativa busca subsidiar pesquisas nos campos da informação, da comunicação e da saúde capazes de orientar as ações futuras dos programas de controle de hanseníase do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, nas esferas municipal, estadual e federal.
 
Sobre a doença
 
A hanseníase é uma doença crônica proveniente de uma infecção causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, capaz de infectar um grande número de pessoas. O agravo, antigo, tem seus primeiros registros em 600 a.C., nas regiões da Ásia e África.
 
Investimentos em melhores condições de vida, nos serviços da atenção primária do SUS e em conhecimento científico são fundamentais para o enfrentamento do quadro atual da doença. Apesar de ter tratamento e cura, ela ainda é endêmica em nosso país.
 
Hanseníase no Brasil
 
No Brasil, cerca de 33 mil casos novos são detectados a cada ano, sendo 7% deles em menores de 15 anos. Assim, o MS considera necessário intensificar as ações de vigilância da hanseníase, voltadas ao diagnóstico e ao tratamento da doença, especialmente nas regiões que apresentam maior concentração de casos. 
 
Fonte(s): Portal Fiocruz

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