sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Mundialmente


01/08/2013

Aleitamento Materno é incentivado em todo o mundo

Com informações da Agência Brasil

Apenas 38% das crianças no mundo são amamentadas exclusivamente com leite materno nos seis primeiros meses de vida, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade alerta que o aleitamento materno é a melhor fonte de nutrição para bebês e crianças pequenas e uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e a sobrevivência da criança.

Segundo a OMS, o aleitamento materno reduz as chances de excesso de peso ou obesidade na vida adulta e o risco de diabetes.

A meta da instituição é elevar a taxa mundial de aleitamento materno exclusivo por 6 meses em pelo menos 50% até 2025 e assim melhorar a saúde de crianças menores de 5 anos em todo o mundo.

Para isso, a partir de hoje (1º), os governos de mais de 170 países organizam uma série de atividades para comemorar a Semana Mundial do Aleitamento Materno.

Produtos contra aleitamento
Porém, em um levantamento divulgado esta semana, a OMS alerta que apenas 37 dos 199 países (19%) signatários das diretrizes da entidade, sobre o tema, aprovaram leis que refletem todas as recomendações, entre elas, a de proibir totalmente a publicidade de produtos substitutos do leite.

Representantes do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da OMS afirmaram que, apesar de quase todas as mulheres serem capazes de amamentar seus filhos, muitas são desencorajadas e passam a acreditar que os complementos alimentares são as melhores opções.

Aleitamento materno no Brasil
O Ministério da Saúde reconhece que "as taxas de aleitamento materno no Brasil, em especial as de amamentação exclusiva, estão aquém do recomendado".

Contudo, o Brasil tem a maior rede de bancos de leite do mundo, com 210 unidades e 117 postos de coleta. Por ano, são coletados em média 166 mil litros de leite humano que beneficiam, aproximadamente, 170 mil recém-nascidos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Neste ano, serão investidos mais R$ 7 milhões nos bancos de leite, ou seja, quatro vezes mais do que tem sido gasto (R$ 1,7 milhão por ano).

Os últimos dados nacionais, coletados em 2009, apontam que 41 % das crianças menores de 6 meses recebem alimentação exclusivamente por aleitamento. O levantamento ainda mostra que, durante a primeira hora de vida, 67,7% das crianças mamam.

Vantagens do aleitamento materno
Os bebês que são amamentados na primeira hora de vida têm menor chance de usar os chamados bicos artificiais, como chupetas e mamadeiras, ao longo da infância.

O uso desses produtos pode trazer consequências negativas à saúde das crianças, favorecendo alterações na linguagem, o desenvolvimento da respiração bucal e o surgimento de otites (inflamações no ouvido).

A conclusão consta de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que avaliou a prática em 34.366 crianças menores de um ano residentes em capitais brasileiras.

Segundo a fonoaudióloga Gabriela Buccini, responsável pela pesquisa, do total de bebês observados, 70% foram amamentados na primeira hora de vida. Entre eles, 19% fizeram uso de chupeta, 41% fizeram uso de mamadeira e 45% usaram os dois produtos.

Os percentuais, em todos os casos, são menores do que os encontrados nos bebês que foram privados do aleitamento materno na primeira hora após o nascimento. Entre os que não mamaram, 21% fizeram uso de chupeta, 44% fizeram uso de mamadeira e 50% usaram chupeta e mamadeira.

A pesquisadora destacou que, embora percentualmente as diferenças encontradas pareçam pequenas, em termos estatísticos elas são "extremamente significativas". Em sua avaliação, muitas mães oferecem os bicos artificiais como forma de acalentar os bebês mais rapidamente.

"Acredito que o ritmo de vida da atualidade tem influência nessa prática, porque com tudo tão corrido muitas vezes as pessoas não têm tempo de lidar com os sentimentos dos outros e de ensinar seus filhos a lidar com seus próprios sentimentos. Então, a chupeta e a mamadeira surgem como forma artificial, mas urgente, de lidar com tudo isso", disse.

"O problema é que esses objetos não passam o afeto, o carinho e a atenção tão importantes para o desenvolvimento emocional das crianças", acrescentou, enfatizando que o uso de bicos artificiais também contribui para a redução no tempo de aleitamento materno, "estratégia que mais previne mortes infantis, além de promover a saúde física, mental e psíquica da criança".

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